A circulação na linha ferroviária da Beira Baixa, parcialmente suspensa devido a danos provocados pelas tempestades do início do ano, deverá ser normalizada em setembro ou outubro, disse hoje o secretário de Estado das Infraestruturas.
“A linha da Beira Baixa, esperamos poder reabri-la em setembro ou outubro deste ano, um bocadinho antes daquilo que estávamos a pensar”, disse Hugo Espírito Santo, questionado pela agência Lusa à margem da cerimónia de assinatura do auto de consignação da obra de modernização da Linha do Alentejo entre Poceirão e Bombel.
A Linha da Beira Baixa é uma ligação ferroviária com cerca de 240 quilómetros (km) que une o Entroncamento à Guarda, passando por Abrantes, Castelo Branco e Covilhã.
Na sequência das condições climatéricas adversas que se fizeram sentir no mês de fevereiro e consequentes danos na infraestrutura ferroviária, a circulação de comboios está parcialmente suspensa nesta linha.
Segundo informação disponibilizada no ‘site’ oficial da empresa Comboios de Portugal, desde dia 16 de março e enquanto decorrerem as intervenções de reparação da via, é efetuado serviço rodoviário de substituição aos comboios de serviço Intercidades, entre Abrantes-Guarda, bem como aos de serviço Regional entre Mouriscas A-Vila Velha de Ródão.
A partir de 11 de julho o serviço rodoviário de substituição aos comboios Intercidades passou também a parar em Belmonte.
Os comboios Regionais circulam entre o Entroncamento e Mouriscas A e entre Vila Velha de Ródão e Castelo Branco e os Intercidades circulam entre Lisboa-Santa Apolónia e Abrantes.
As tempestades afetaram também a Linha do Oeste que segundo o secretário de Estado da Infraestruturas, deverá ter a circulação normalizada em janeiro de 2027.
“A linha do Oeste, estamos a prever terminar a obra no final de dezembro, o que permitiria reabrir em janeiro de 2027”, disse Hugo Espírito Santo.
A Linha do Oeste liga a estação de Mira Sintra-Meleças à Figueira da Foz, passando por Torres Vedras, Caldas da Rainha e Leiria.
Atualmente, a circulação de comboios faz-se de forma parcial devido a obras e instabilidade na via.
Em março, a circulação de comboios nesta linha foi reposta, parcialmente, entre Caldas da Rainha e Coimbra B/Figueira da Foz, tendo sido implementados novos horários, ajustados ao transbordo rodoviário de substituição que se efetua entre Mira Sintra-Meleças - Caldas da Rainha.
Entre Mira Sintra-Meleças - Caldas da Rainha é efetuado serviço rodoviário de substituição.
Portugal foi atingindo por um comboio de tempestades no início do ano. Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.
Lusa