Portugal continental prepara-se para vários dias de instabilidade meteorológica, com chuva persistente, vento e agitação marítima, devido à influência da depressão Bruna.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os efeitos deverão começar a sentir-se com maior intensidade a partir de domingo, 8 de novembro, prolongando-se pelo menos até sexta-feira, dia 13. As previsões apontam para uma semana particularmente chuvosa, com possibilidade de acumulações de precipitação muito significativas.
A aproximação da depressão Bruna, centrada a norte do arquipélago dos Açores, deverá provocar uma alteração do estado do tempo em Portugal continental, com a passagem sucessiva de sistemas frontais ao longo da próxima semana.
De acordo com o IPMA, os primeiros efeitos associados a esta depressão deverão fazer-se sentir a partir do início da manhã de domingo, 8 de novembro, com a aproximação de uma superfície frontal.
A instabilidade deverá manter-se durante os dias seguintes, com a passagem de sucessivas ondulações frontais, pelo menos até 13 de novembro.
O cenário meteorológico aponta para períodos de chuva, por vezes intensa, acompanhados de vento e agitação marítima, embora a intensidade dos fenómenos possa variar entre regiões e ao longo dos vários dias.
Antes da chegada dos efeitos mais generalizados da depressão Bruna, oito distritos do continente estão sob aviso amarelo devido à previsão de precipitação forte e trovoada.
Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga estarão sob aviso amarelo entre as 15h00 desta sexta-feira, 6 de novembro, e a meia-noite de sábado.
O IPMA prevê períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada.
O aviso amarelo corresponde a uma situação de risco para determinadas atividades dependentes das condições meteorológicas.
Uma semana com precipitação potencialmente muito elevada
A sucessão de frentes atlânticas poderá provocar acumulados de precipitação elevados em diferentes regiões do território continental.
O cenário merece particular atenção pela possibilidade de a chuva se prolongar durante vários dias, aumentando o risco de acumulação de água em zonas urbanas, dificuldades de drenagem e subida dos caudais de linhas de água.
A distribuição da precipitação não deverá, contudo, ser uniforme, dependendo da trajetória das frentes e da intensidade dos episódios de chuva.