Os municípios estão a identificar locais de abrigo temporário climatizados, que poderão ser ativados sempre que a situação climatérica o justifique, para acolher pessoas mais vulneráreis às temperaturas altas previstas para os próximos dias, anunciou hoje o Governo.
“No âmbito dos respetivos Planos Locais, as Unidades Locais de Saúde estão a reforçar a articulação com os municípios, as juntas de freguesia, a proteção civil e os serviços da Segurança Social e as instituições do setor social, identificando locais de abrigo temporário climatizados que poderão ser ativados, sempre que a evolução da situação o justifique, para acolher pessoas em situação de maior vulnerabilidade”, anunciou a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, em conferência de imprensa, no Ministério da Saúde, em Lisboa, sobre o plano da Saúde para as ondas de calor.
Segundo a governante, foi também pedido aos municípios que identifiquem outros espaços públicos, sociais ou privados devidamente climatizados que possam funcionar como locais de permanência temporária durante os períodos de maior calor.
“Apelamos à população para que utilize estas respostas, sempre que necessário”, vincou Ana Povo.
O Ministério da Saúde ativou o Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, que permite acompanhar a evolução do risco durante períodos de muito calor ou muito frio.
Aquele plano, explicou o Governo, prevê diferentes níveis de contingência e um conjunto de medidas que vão sendo ativadas de acordo com a evolução da situação.
A coordenação desta resposta, a nível nacional, é assegurada pela Direção-Geral da Saúde (DGA) e pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, em articulação com o INEM, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e as restantes entidades do Ministério da Saúde.
Já a nível local, cada Unidade Local de Saúde tem a responsabilidade de adaptar e operacionalizar as medidas previstas no plano, tendo em conta a realidade de cada território.
“Isso implica reforçar a capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários, dos hospitais, das equipas domiciliárias e dos vários serviços, assegurando simultaneamente uma monitorização permanente da situação e a adoção de medidas adicionais de contingência, sempre que necessário”, esclareceu a secretária de Estado, assegurando que este trabalho “está em curso em todo o país” e que os diferentes níveis de resposta “estão a ser ativados de forma gradual e proporcional ao risco identificado”.
Os distritos de Lisboa e Setúbal vão estar sob aviso vermelho por causa do calor a partir de quinta-feira, estendendo-se na sexta-feira a Coimbra e Leiria, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus e mínimas entre os 24º e os 28º.
Lusa