Na sexta-feira, dia 18 de setembro, foram inauguradas as obras de reabilitação e requalificação da Escola Básica e Secundária de Vila de Rei. Uma obra que visa dar melhores condições para toda a comunidade escolar e que teve um investimento acima dos 2,2 milhões de euros.
Ricardo Aires falou do investimento e disse que a obra “constitui, sem dúvida, um marco importante para o nosso concelho”. Explicou que “esta requalificação da escola não é apenas um edifício novo. É muito mais do que paredes, salas de aula ou equipamentos. É um investimento no futuro”. O agora presidente da Assembleia Municipal destacou que “a educação tem sido e continua a ser uma das grandes bandeiras destes executivos municipais. Porque acreditamos que investir na educação é investir nas pessoas, nas famílias e no futuro do nosso concelho. Quando proporcionamos aos nossos alunos melhores condições para aprender, para crescer, para desenvolver as suas capacidades estamos a dar-lhes ferramentas que vão muito para além da sala de aula. Estamos a prepará-los para a vida. Temos a certeza de que uma educação forte, exigente e de qualidade é uma das melhores formas de garantir que os nossos jovens estarão num futuro próximo mais preparados para enfrentar a vida adulta, tomar decisões, ultrapassar obstáculos e concretizar os seus sonhos. E é precisamente por isso que este investimento ganha uma importância tão especial”.
Ricardo Aires falou do significado desta obra na escola que, para o autarca, “significa mais conforto, mais segurança, melhores condições de aprendizagem e um espaço pensado para acompanhar as necessidades dos nossos alunos e de toda a comunidade escolar. Mas uma escola só ganha verdadeiramente vida através das pessoas que dela fazem parte. Hoje inauguramos uma escola completamente requalificada. Mas, acima de tudo, estamos a inaugurar novas oportunidades”.
O facto de terem sido cumpridos os prazos do PRR em todas as obras efetuadas em edifícios escolares também estiveram no discurso do presidente da Assembleia que lembrou que “desde creche, loja do cidadão, habitação acessível, primeiro direito, BNAUT (Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário), que este município candidatou no âmbito do PRR, estão todas concluídas dentro do prazo que o Governo mencionou”. Ricardo Aires terminou a afirmar que “este município sabe o que quer e que quer um futuro que quer ser melhor”.
Paulo César Luís começou por relembrar as adversidades do início do mandato com os prejuízos do mau tempo do início do ano. O presidente da Câmara de Vila de Rei falou da resiliência da sua população e do esforço feito para cumprir os prazos do PRR nos investimentos que estavam no terreno.
“Vivemos de facto um ano de desafios. Um ano marcado pelas consequências das cheias dos últimos meses de 2025 e da maior catástrofe que assolou Vila de Rei e que ainda hoje coloca desafios a todos nós: a tempestade Kristin. Lidámos com o desafio de terminar as obras do PRR, cumprir as metas do Portugal 2030, ao mesmo tempo que recuperámos e nos reerguemos dos desafios já mencionados. Mas a resiliência deste povo é inquestionável. Cumprimos a totalidade do PRR executando praticamente 8,5 milhões de euros, tendo já recebido pouco mais de 7 milhões, em projetos afetos a diversas áreas, de onde destaco a creche municipal, a escola que hoje inauguramos, a habitação acessível, a loja do cidadão, o BNAUT, BUPI, entre outros. Paralelamente, executámos aproximadamente 800 mil euros referente ao Portugal 2030, de onde destaco investimentos na proteção civil e na remodelação de infraestruturas desportivas. Este continuará a ser o nosso foco. Assim abram os avisos e as nossas candidaturas sejam aprovadas”.
O autarca também enumerou o que ainda falta fazer, como “recuperar os equipamentos municipais que ainda não conseguimos reerguer, de onde destaco o pavilhão desportivo da escola, o campo de padel e o nosso palco do Parque de Feiras”.
Voltando à escola, o presidente da Câmara de Vila de Rei não esqueceu os apoios dados aos alunos e das condições que o executivo está a preparar para que, como disse, estudar em Vila de Rei não seja uma desvantagem. Porque, afirmou, “mais do que dizer que a educação é a prioridade, que é a nossa paixão ou é o alicerce da governação, o que importa realmente é a demonstração efetiva que assim o é. Inauguramos hoje a maior obra ao serviço da população depois da modernização de toda a cadeia de equipamentos afetos à educação, com os olhos postos no futuro”.
Paulo César Luís, na presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, lembrou que a obra da escola ficou abaixo do valor previsto e pediu para que esse remanescente pudesse ser utilizado noutras rubricas, sendo que não se verifica um acréscimo nas verbas aprovadas.
“Depois de já termos concretizado durante a presidência do nosso Ricardo Aires a construção de novos equipamentos de jardim de infância e creche municipal, inauguramos a profunda remodelação da nossa escola no investimento aprovado e apoiado pelo PRR no valor de 2.225.360 euros, tendo a obra ficado abaixo deste valor. Atualmente contamos com 312 alunos naquelas instalações, mais 99 no jardim de infância, totalizando 411 no agrupamento de escolas”.
Aproveitando a presença do ministro e do presidente da CCDR Centro, Ribau Esteves, “e porque temos este saudável hábito de ousar pedir apoio, sou a solicitar que, em virtude das diversas exposições que já realizámos, seja permitido realizar pequenas alterações entre rubricas, naquilo que é o financiamento da obra, sem que isso implique um aumento da despesa face ao aprovado e também cumprindo os custos-padrão que estão estabelecidos. A despesa já está realizada, mas consideramos pertinente que as alterações necessárias que se realizaram em obra sejam afetas ao financiamento, uma vez que as mesmas não implicam a crescimento de verbas face às aprovadas”.
E como não há governante que vá a Vila de Rei sem que haja pedidos dos governantes locais, Paulo César Luís manteve a tradição e pediu mais apoios, “à luz daqueles que são os apoios para a recuperação dos equipamentos municipais afetados com a tempestade. Que os mesmos tenham a possibilidade de verem potenciados a sua capacidade de resistência, resiliência e redundância face a eventos análogos como aqueles que sofremos em janeiro. Dou como exemplo o nosso sistema de abastecimento de água em alta, do qual somos entidade gestora, em que teremos de realizar pequenas obras de recuperação, mas que sobretudo teremos de dotar de equipamentos de monitorização e de redundância energética para lidar com fenómenos extremos. Julgamos essencial estarmos mais preparados e realmente aprendermos e evoluirmos com a análise ao que correu menos bem durante a tragédia que nos assolou”.
Contudo, o autarca também aproveitou para agradecer “ter incluído a freguesia de São João do Peso no projeto Multibanco Social, respondendo a uma necessidade há muito identificada naquela freguesia, que permitirá à freguesia mais pequena do nosso país, em Portugal continental, conceder um serviço de proximidade que alavancará a qualidade de vida de quem está mais longe das sedes do concelho. Importa dizer que o presente projeto está em fase final de concretização, esperando-se para breve a sua entrada em funcionamento”.
Apesar dos apelos do Governo para investimento nas zonas industriais, Vila de Rei debate-se com um problema, que é transversal a todos os municípios. As alterações ao Plano Diretor Municipal. Paulo César Luís começou por “enaltecer a estratégia de desenvolvimento e impulsionamento das zonas empresariais. Em todos os concelhos, estamos a realizar o nosso trabalho de casa para estarmos preparados para este desafio. Mas senhor ministro, é importantíssima a alteração das regras associadas aos PDMs e às suas revisões. Estamos a mudar o nosso PDM há 20 anos. Vamos na quarta versão. É desesperante não poder contar com um tão importante instrumento de reorganização do território no seu planeamento e potenciação”.
Foi a vez do convidado, o ministro da Economia e da Coesão, usar da palavra e começou por “reconhecer o excelente trabalho que foi feito pela Câmara de Vila do Rei na execução de projetos financiados pelo PRR. Como todos sabem, o PRR está executado a 100%, até está executado para além de 100%. Muita gente duvidava que fosse possível, face ao atraso em que estava o PRR quando este Governo iniciou funções. A verdade é que Portugal cumpriu todos os marcos e metas do PRR e vamos receber de Bruxelas todo o dinheiro que foi colocado à nossa disposição, 22 mil milhões de euros. Estamos a falar de 403 mil projetos financiados pelo PRR. Foram 403 mil agentes deste objetivo de cumprir o PRR e um desses agentes foi a Câmara Municipal de Vila do Rei, que teve vários projetos aqui apoiados. E no caso de Vila do Rei todos os projetos foram cumpridos dentro do prazo. Portugal cumpriu porque Vila do Rei cumpriu”.
Manuel Castro Almeida anunciou depois que irá haver oportunidade de financiamento para as outras obras que ficaram por fazer, através do Banco Europeu de Investimentos. Respondendo diretamente “à sua questão sobre os equipamentos e infraestruturas municipais, particularmente o pavilhão desportivo, que foram afetados pela tempestade Kristin, tem agora a oportunidade de apresentar a sua candidatura e o Governo decidiu apoiar essas despesas, esses investimentos que vai ser necessário fazer para a recuperação dos equipamentos municipais”. Explicou depois que “vamos apoiar com 60% a fundo perdido e 40% através da possibilidade de usar financiamento do Banco Europeu de Investimentos. E portanto, estou ciente que iremos resolver o problema do pavilhão e dos equipamentos municipais que estão degradados. Percebo, pela dimensão da despesa que foi feita na escola, que neste município podemos estar confiantes que quando precisam de 10 não pedem 20 e, portanto, vamos acreditar que vamos chegar a acordo sobre qual é o montante necessário para apoiar os seus investimentos. Vai ser fácil entendermos com toda a certeza, porque pessoas de bem, pessoas inteligentes com a mesma informação, chegam quase sempre às mesmas conclusões e nós vamos chegar a acordo sobre isso, com toda a certeza”.
Referindo-se à escola que iriam depois inaugurar, o ministro destacou o papel da escola na comunidade e deixou um desafio aos jovens estudantes vilarregenses. Estudar, mas não se ficar por procurar emprego, mas sim criarem os próprios empregos, pois, como afirmou Castro Almeida, não é preciso ser filho de pais ricos, o Estado apoia.
Os projetos candidatados pelo município de Vila de Rei vinham bem estudados por parte do ministro que anunciou que “Vila de Rei tem 88 projetos contratualizados no PRR. 88 projetos em Vila de Rei, correspondentes a cerca de 9 milhões e meio de euros de investimento aprovado, em áreas como as qualificações, a habitação ou a floresta. A estes, juntam-se mais de 2,4 milhões de euros de fundos aprovados no Portugal 2030 em projetos ligados ao emprego, à competitividade, à adaptação às alterações climáticas e aos equipamentos locais. Estes números são importantes, não como uma simples soma de investimentos, mas pelo que representam para a vida concreta das pessoas”.
Castro Almeida disse ainda que a questão da fixação de população no interior não se resolve “pedindo às pessoas que fiquem”. Para tal, “criam-se condições para que queiram ficar, para que outros regressem e para que novas famílias possam escolher aqui construir a sua vida. Há uma expressão que eu aprecio muito do Comissário Europeu para esta área. Ele usa muito a expressão do «poder viver no sítio a que chamamos casa». É o principal objetivo da coesão territorial, que cada um possa escolher o sítio onde quer ter a sua casa, o sítio a que chamamos casa, um sítio que possa apropriar-se. E pode ser o sítio que nasceu ou outro, mas tem que poder ser aquele sítio onde nasceu. É isso que hoje assinalamos em Vila de Rei. Este investimento diz muito sobre a forma como a comunidade olha para o seu futuro. Diz que acredita nos seus jovens, que valoriza a educação e que não aceita que o destino do interior seja escrito apenas a partir das dificuldades do passado”.
Já à margem da cerimónia e com a escola já inaugurada, o ministro Castro Almeida falou aos jornalistas sobre os pedidos feitos pelo presidente da Câmara de Vila de Rei, aos quais disse ser fácil de chegar a acordo. “Sim, acho que vai ser fácil resolver os problemas que o senhor presidente colocou, porque percebe-se que aqui nesta Câmara há capacidade de realização, cumprem prazos e conseguem fazer obras com pouco custo, o que é uma grande vantagem. A remodelação desta escola custou 2,2 milhões de euros, o que é um bom preço para a dimensão da obra. Percebe-se que há contenção. Vila de Rei faz obras com preços contidos e com a qualidade que é necessária. Nós queremos infraestruturas públicas que tenham qualidade sem ter luxo, é esse o nosso princípio. O país não se pode dar ao luxo de ter obras luxuosas, tem que ter obras com qualidade. E Vila de Rei mostra que tem essa capacidade e, portanto, vai ser fácil resolver o problema”, disse Castro Almeida.
Requalificação da Escola Básica e Secundária de Vila de Rei foi assim inaugurada, num investimento superior a 2,2 milhões de euros e que contou com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.
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