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Depressão Kristin: Abrantes com 15 ME de prejuízos no setor público. Privados já começaram a receber apoios (c/áudio)

3/03/2026 às 18:50

Os prejuízos resultantes do património e equipamentos públicos resultantes da passagem da tempestade Kristin podem ser superiores a 15 Milhões de Euros. O valo foi avançado pelo presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, em reunião do executivo municipal.
O autarca que é igualmente presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo indicou que estes valores apontam a danos em estruturas públicas ou de domínio público, pelo que não incluem valores dos prejuízos de privados.

“O ponto de situação que fizemos hoje indica que os prejuízos relativos à depressão Kristin e às inundações já ultrapassam os 15 milhões de euros no domínio público, e este valor será naturalmente ampliado com os danos em casas de primeira habitação, empresas e estruturas privadas”, afirmou Manuel Jorge.

Para já, em relação aos privados, os que apresentaram prejuízos em casas de primeira habitação num valor até cinco mil euros são já mais de uma centena. Segundo o presidente da Câmara de Abrantes, destes, cerca de duas dezenas já terão recebido os apoios. Estima o autarca que já terão sido atribuídos cerca de 50 mil euros de apoios.

Em relação a privados com prejuízos que possam ser superiores a cinco mil euros é necessária uma validação técnica dos mesmos. E é uma área em que há, nesta altura, muitas dificuldades. Assim a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo deverá efetuar um protocolo com a Ordem dos Arquitetos para estes poderem ajudar nestes levantamentos ou na validação dos prejuízos para facilitar o recebimento dos apoios.

Manuel Jorge Valamatos adiantou ainda que esta tarde teve uma reunião na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo para aferir os mecanismos de apoio do Governo, designadamente os previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PTRR), acrescentando que o objetivo é assegurar medidas concretas, objetivas e claras para a reconstrução do concelho. O PTRR foi apresentado pelo primeiro-ministro, nas linhas genéricas, mas agora é preciso saber concretamente quais os pormenores ou passos a dar.

“Nós precisamos de medidas concretas, objetivas, claras, para podermos fazer esta reconstrução, este processo de nos reerguermos enquanto comunidade, quer no espaço público, quer no espaço privado, capaz de voltarmos à normalidade”, frisou Manuel Jorge Valamatos que reforçou ainda que a recuperação das zonas afetadas depende da coordenação com entidades governamentais e que o município continua a acompanhar os processos de apoio financeiro para famílias, empresas e infraestruturas públicas.

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes

Fazem-se as contas do património destruído, mas há um outro setor que precisa rapidamente de trabalhos. “Temos uma devastação muito significativa, temos prejuízos de algumas, na área da floresta, quer de muitos particulares nos seus terrenos”, disse Manuel Jorge Valamatos que vincou que “aquilo que nos preocupa é que precisamos de fazer esse trabalho de recuperação rápido, até porque precisamos de tirar dentro da floresta toda a carga combustível que ali está.”

Há um trabalho que está a ser feito com as juntas de freguesia e com estruturas governamentais, nomeadamente com o ICNF, à procura de ações capazes de desobstruir vias e capazes de retirar sobretudo de dentro da floresta uma carga combustível que fica por via das árvores derrubadas, das árvores partidas e toda a destruição que a floresta teve no norte do concelho.”

Dezoito pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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