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Ribatejo Interior: Agricultores pretendem investir cerca de 1,5 milhões de euros com o apoio da TAGUS

27/01/2026 às 12:59

O concurso aos apoios da linha D 1.1.1.1. “Pequenos Investimentos na Exploração Agrícola”, da TAGUS, recebeu 44 candidaturas, que representam um investimento no Ribatejo Interior de cerca 1,5 milhões de euros e solicitam um apoio que se aproxima dos 800 mil euros. Este aviso dispõe de uma dotação de pouco mais de 300 mil euros, o que evidencia a elevada procura da região por este instrumento de apoio ao investimento agrícola.

O primeiro concurso da TAGUS - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, no âmbito do Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC), do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) no continente, cofinanciado pelos Fundos Europeus Agrícolas, registou uma adesão muito significativa por parte dos agricultores de Abrantes, Constância e Sardoal. No total, até 15 de dezembro, foram submetidas 44 candidaturas, que representam um investimento global de 1.457.210,17 euros nas explorações agrícolas da região. O montante de apoio solicitado ascende a 768.123,25 euros, valor que ultrapassa mais do dobro da dotação financeira disponível, fixada em 310.016,20 euros.

Os projetos apresentados incidem maioritariamente na olivicultura, com 14 candidaturas, seguindo-se a produção de outros frutos em árvores e arbustos, com nove candidaturas. Há ainda pedidos de apoio na pecuária, com sete candidaturas, nomeadamente na criação de ovelhas, mas também de cabras e equinos. Foram igualmente apresentadas quatro candidaturas na área dos frutos secos, três na viticultura, três na produção de hortícolas, raízes e tubérculos, e duas noutras culturas permanentes, evidenciando a diversidade do tecido agrícola do território.

As candidaturas encontram-se de momento em fase de análise por parte da TAGUS, sendo avaliadas de acordo com a Valia Global da Operação, que valoriza, entre outros fatores, o alinhamento com a Estratégia de Desenvolvimento Local da TAGUS, com setores agrícolas prioritários, como o olival, os hortofrutícolas e a vinha, bem como a existência de pequenos ruminantes, como ovelhas e cabras. A integração nos condomínios de aldeia no Ribatejo Interior constitui também um fator de majoração.

São ainda valorizados os projetos que integrem investimentos em tecnologias para o uso eficiente da água, soluções digitais, a integração dos agricultores em organizações ou cooperativas de produtores certificadas, bem como a aposta em energias renováveis, no modo de produção biológica ou em produtos com denominação de origem protegida (DOP) ou indicação geográfica protegida (IGP).

Após a análise e hierarquização das candidaturas, e atendendo a que o montante de apoio solicitado excede largamente a dotação financeira disponível para os “Pequenos Investimentos na Exploração Agrícola”, a TAGUS poderá solicitar reforço da verba desta medida, que tem o objetivo de estimular o investimento nas explorações agrícolas, permitindo a melhoria da sua capacidade produtiva, da viabilidade económica e da sua eficiência, promovendo a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias adequadas à escala local. Ou, em alternativa, aprovar projetos sem dotação orçamental.

“A quantidade e diversidade das candidaturas demonstram a dinâmica do setor agrícola no Ribatejo Interior e confirmam a importância do DLBC enquanto instrumento de proximidade, ajustado às necessidades reais do território e à promoção de uma agricultura mais competitiva, sustentável e resiliente”, afirma a TAGUS em nota de imprensa.

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