O Presidente da República, António José Seguro, elogiou ontem o trabalho de cooperação das Forças Armadas com autarquias e estrutura de missão para a limpeza dos terrenos na sequência do mau tempo, prevenindo assim a época de incêndios.
No primeiro dia da presidência aberta na zona centro, António José Seguro deslocou-se a Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, para ver, no terreno, o trabalho do Exército na limpeza dos terrenos depois do mau tempo que, em fevereiro, assolou a região, tendo descido vários metros de um estradão onde as máquinas e os militares estavam a trabalhar. Um trabalho apenas de desobstrução e limpeza da via.
Depois de ouvir a explicação por parte da militar responsável pela operação, Sargento Carvalho, o Presidente da República disse que “fica feliz” e elogiou “este comportamento, esta disponibilidade das Forças Armadas portuguesas”.

Seguro fez depois o caminho de volta, agora a subir, para regressar à estrada principal, e nesse momento, foi interpelado por uma senhora que lhe pediu que entrasse consigo na sua casa para ver os estragos provocados pelo mau tempo.
O Presidente da República acedeu ao pedido e, de mão dada com a dona da casa, entrou na habitação, tendo-se juntado depois o presidente da Câmara de Vila de Rei, Paulo César Luís, para ouvir estas queixas.
Antes de sair, Seguro conversou com Paulo César sobre a limpeza da floresta. Uma conversa com o presidente da República a olhar para uma encosta com metade das árvores tombadas e a manifestar preocupação com os prazos de retirar a madeira tombada. Aliás, o comportamento dos ventos, foi tema da conversa porque na encosta a linha de árvores tombadas é bastante irregular.

No final, e antes de seguir para o novo ponto de agenda o autarca de Vila de Rei disse a Seguro que tinha gostado de o conhecer, apesar destas circunstâncias, e não se fez rogado, tendo deixado dois convites.

António José Seguro seguiu para Tomar, que é por estes dias o centro de trabalho da Presidência Aberta. Antes tinha passado nos concelhos de Sertã, Oleiros e Proença a nova.
Já após a saída do presidente da Republica o autarca de Vila de Rei deixou a nota do que viu António José Seguro, do que lhe transmitiu.
E questionado sobre os trabalhos em curso na área da floresta, Paulo César Luís mostra grande preocupação, principalmente naquilo que pode ser a ameaça dos incêndios florestais. E Vila de Rei já sentiu isso inúmeras vezes
Paulo César Luís, presidente CM Vila de Rei
O chefe de Estado dedica o segundo dia da sua primeira presidência aberta ao distrito de Santarém, terminando com a reunião semanal com o primeiro-ministro, em Tomar, após uma jornada de visitas a casas afetadas pelo mau tempo.
Depois do primeiro dia ter sido dedicado ao distrito de Castelo Branco, António José Seguro vai passar pelos concelhos de Ourém, Ferreira do Zêzere, Mação e Tomar.
Tomar, escolhida como sede para esta presidência aberta, vai ser palco da habitual reunião semanal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a quem António José Seguro levará, entre outros temas, a exigência das populações para reabrir um troço da estrada nacional 2, entre Pedrógão Pequeno e Pedrógão Grande.
Antes deste encontro, marcado para as 17:00, o dia de Seguro começa às 10:00, em Ourém, para visitar casas afetadas pelas tempestades.
Esta visita acontece no dia em que termina o prazo para apresentar candidaturas aos apoios destinados à reconstrução de habitações próprias e permanentes afetadas pelo mau tempo.
Depois, a comitiva segue para o Centro de Meios Aéreos de Ferreira do Zêzere e, pela hora do almoço, volta a visitar casas que ficaram danificadas pelo mau tempo, desta vez em Mação.
Para as 16:00 está marcada a assinatura de um protocolo entre a Estrutura de Missão para a reconstrução da região centro do país e fundações, uma cerimónia que vai acontecer no núcleo museológico da Central Elétrica de Tomar.
No primeiro dia, o Presidente da República disse aos jornalistas que o seu objetivo com esta Presidência aberta era mostrar o que está atrasado e acelerar os apoios e apelou aos portugueses para que façam férias naquelas zonas.
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