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Abrantes: “A solidariedade é o rosto de um futuro que ainda é possível” – Fernando Nobre

2018-05-16

Fernando Nobre, presidente da Fundação de Assistência Médica Internacional (AMI), esteve em Abrantes, na Biblioteca Municipal António Botto, no dia 11 de maio, para apresentar o livro “Toda a esperança do mundo”, da autoria do jornalista Luís Pedro Nunes, com imagens do fotojornalista Alfredo Cunha.

Como surgiu a ideia do livro e o contacto com os jornalistas, foi contado por Fernando Nobre.

“Com quase 67 anos de percurso e 45 de ação cívica começados na Bélgica com crianças autistas… e com a AMI há 34 anos", as inúmeras histórias “de uma outra vida que eu tive”, desde os orfanatos na Roménia “onde as crianças eram colocadas para morrer”, na era pós Nicolae Ceauşescu, às inundações no Bangladesh, aos terramotos no Haiti e no Nepal, a pobreza extrema e escravatura no Níger...

“Este livro agrupa nove fotorreportagens. Eu estive em todas elas, exceto na reportagem sobre os sem-abrigo em Lisboa e no Porto porque eles aí não precisavam que eu os levasse e acompanhasse”, disse Fernando Nobre.

E foi do acompanhamento destas situações no terreno, que surgiu a ideia do livro, em 2015, aquando do 30º aniversário da AMI.

Num excerto retirado do livro, é possível ler-se que a viagem “os levou a conhecer escravos que lutam por recuperar a dignidade nas terras áridas do Níger, habitantes dos bairros de lata do Bangladesh que tentam assegurar um futuro aos seus filhos, pescadores no Sri Lanka a quem o mesmo mar que alimenta, tudo levou num tsunami apocalíptico, crianças que sobrevivem no limbo surreal do Haiti, meninas que lutam contra a tradição na Guiné-Bissau e curdos encurralados no Iraque pelo Estado Islâmico, resistindo à barbárie e à extinção. Pessoas que na AMI encontraram um porto de abrigo que lhes providencia o que mais precisam - atenção, dedicação e esperança”.

O livro inclui textos de José Manuel Barata-Feyo, Adelino Gomes e do presidente e fundador da AMI, Fernando Nobre.

As alterações climáticas também foram focadas pelo presidente AMI que afirmou mesmo que “o processo em curso vai levar à transumância de centenas de milhões de pessoas”.

No final, terminou com uma nota de esperança, dizendo acreditar que “a solidariedade é o rosto de um futuro que ainda é possível”.

O livro pode ser adquirido na Biblioteca Municipal António Botto. A exposição de fotos de Alfredo Cunha, que poderá ser encarada como “um valente murro no estômago”, pode ser vista na Biblioteca até dia 29 de junho.

2018-05-16
Terça, dia 23 de Outubro de 2018
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