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Abrantes: Santa Isabel e Cascata ostentam a recomendação Michelin 2019

2019-05-15

Não é uma estrela, mas uma recomendação no guia de restaurantes Michelin tem uma importância acrescida, quer seja pela promoção da casa fora de portas, quer pelo simples facto da distinção. E a presença no guia aumenta a procura e, consequentemente, a faturação.

No Médio Tejo são sete os restaurantes que em 2019 conseguiram a sua recomendação. Santa Isabel e Cascata (Abrantes), Santo Amaro e Ponte Velha (Sertã), Malho (Alcanena) e Tia Alice e o Convite (Fátima).

Alberto Lopes mostra o "dísitico" de 2019 do Guia Michelin do restaurante Santa Isabel

No início da semana, Alberto Lopes, proprietário do Santa Isabel, mostrou o galardão deste ano nas redes sociais e foi o mote para se perceber a vantagem de ser distinguido com uma recomendação do Guia Michelin.

O responsável pelo restaurante Santa Isabel sublinha o reconhecimento, ainda por cima internacional, de que o que fazem é bem feito e com padrões de qualidade elevados. “No que me toca é um orgulho muito grande, são 24 anos de carreira, e cinco consecutivos a receber esta recomendação”, disse o empresário.

O Guia Michelin tem as estrelas, na região não há nenhum restaurante com esta distinção, e tem as recomendações. Alberto Lopes nota as diferenças entre ambas, mas confirma que estas recomendações se refletem na faturação, por via do aumento de clientes.

O empresário destaca o trabalho constante para manter os padrões que atingiu, sendo uma certeza o objetivo de se manter neste patamar: “É muito bom para nós, para o cliente e para o concelho”.

Restaurante Santa Isabel

O restaurante A Cascata também está, igualmente, presente no guia com a recomendação. Carla Martins destacou a importância do elevado reconhecimento, por parte os leitores, e acaba por ser a promoção para os clientes que não conhecem. “Estar no guia acaba por nos trazer mais clientes, e estrangeiros, principalmente espanhóis”.

Carla Martins também destaca a vontade de continuar no guia de restaurantes e por isso a necessidade de manter a qualidade que têm tido no dia a dia.

A empresária explicou que “somos visitados todos os anos, de forma anónima, depois somos avaliados pela refeição servida e depois recebemos um pequeno questionário onde constam os dados que todos os anos são validados”.

Restaurante A Cascata

"Dísticos" do Guia Michelin do restaurante A Cascacta

Os restaurantes só sabem se ficaram ou não com a recomendação, neste caso, se mantêm a recomendação quando o Guia sai para a rua. Depois chega então o “título” para mostrar que se faz parte do roteiro internacional.

Mas se ter uma recomendação é uma meta a atingir, manter esse título não fica atrás, porque os “avaliadores” Michelin não se anunciam e quando visitam o restaurante usufruem do serviço que prestam ao cliente, ou seja, não há nenhum tratamento especial. Esta opinião é partilhada pelos responsáveis dos dois restaurantes de Abrantes. Que também destacam o facto deste ser o guia internacional dos restaurantes.

Quer seja no Guia em papel, ou numa pesquisa no Google, podemos encontrar o mapa de Portugal e, consequentemente, a sinalização dos restaurantes que integram o guia. O Santa Isabel é apresentado com um preço de 20 a 30 euros, já a Cascata é promovida com o preço de 20 a 32 euros. E como estamos a falar de tecnologias o cliente pode, com o Google Maps, assumir de imediato as direções que tem de seguir para chegar à porta dos restaurantes.

Se o Médio Tejo tem sete restaurantes com recomendações, no país existem seis com duas estrelas e 20 com uma estrela. Depois, pelo país, são cerca de 150 restaurantes com recomendação e presença no guia internacional.

2019-05-15