Mayra Andrade e Iolanda são dois dos principais nomes da sexta edição do Festival Vapor, que decorre em 03 e 04 de outubro, no Entroncamento, cruzando música, teatro, cinema, literatura e cultura ‘steampunk’ com o património ferroviário.
O festival realiza-se no Museu Nacional Ferroviário, situado no Entroncamento, distrito de Santarém, e apresenta este ano 12 concertos e espetáculos, oito curtas-metragens, cinco atividades ligadas ao universo ‘steampunk’, duas oficinas, uma feira do livro e uma feira de artesanato com cerca de 25 artesãos.
Além de Mayra Andrade e Iolanda, o cartaz musical inclui Rita Vian, Fogo Fogo, Stereossauro, xtinto, Motherflutters, Mantra, Hermanas Sisters e Arapucagongon, numa edição que mantém o mote “Fantasiar o Futuro”.
Nas artes performativas, Cláudia Gaiolas apresenta “Antiprincesa Clarice Lispector”, dedicado à vida e obra da escritora brasileira, enquanto o Planos Film Fest leva à Carruagem Auditório duas sessões internacionais de curtas-metragens vencedoras de edições anteriores.
A cultura ‘steampunk’ - com base no subgénero da ficção científica que pressupõe um desenvolvimento tecnológico a vapor, desde o passado - uma das componentes identitárias do festival desde a sua criação, volta a estar representada através da Liga Steampunk, com a Fábrica de Autómatos, jogos de tabuleiro e Steamsnap, enquanto a programação inclui ainda oficinas e atividades dirigidas às famílias.
O Museu Nacional Ferroviário é também assumido como parte da identidade do Vapor e não apenas como o espaço onde decorre, com o património, conteúdos e equipamentos ferroviários integrados na própria experiência do festival.
Depois de ter ultrapassado os 5.000 espectadores em 2025, a organização considera “realista, mas também ambicioso” voltar a atingir esse número este ano, apesar de o festival passar de três para dois dias.
Entre 50% e 60% dos espectadores das últimas edições são provenientes do Médio Tejo, segundo estimativas da organização, que pretende manter a capacidade de mobilização regional e, simultaneamente, continuar a atrair visitantes de fora.
A programação procura igualmente funcionar como montra da criação artística da região, incluindo projetos como Mantra, do Entroncamento, Motherflutters, de Tomar, e xtinto, de Ourém, a par de artistas nacionais e internacionais.
Organizado pela Fundação Museu Nacional Ferroviário e pelo Município do Entroncamento, que partilham o financiamento, o Vapor tem em 2026 um orçamento de cerca de 140 mil euros e conta, entre outros parceiros, com a Fundação “la Caixa”, que apoia o plano de acessibilidades.
C/ LUSA
A Marina Gonçalves da Antena Livre, esteve à conversa com Luis Sousa Ferreira, o programador musical deste festival.
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