A Guarda Nacional Republicana reforçou o dispositivo de vigilância e prevenção de incêndios rurais em todo o território continental, na sequência das previsões meteorológicas que apontam para temperaturas muito elevadas, vento forte e baixa humidade do ar nos próximos dias.
A operação prevê o aumento do patrulhamento nas zonas florestais e agrícolas, com uma média diária de 210 patrulhas no terreno. O dispositivo conta ainda com o apoio de 20 patrulhas das Forças Armadas, várias equipas especializadas da GNR e meios aéreos, incluindo drones da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro e da Força Aérea.
A vigilância será complementada por uma rede de 147 torres de videovigilância florestal, que monitorizam cerca de sete milhões de hectares, e por 80 postos de vigia distribuídos pelo país.
Desde o início do ano, foram realizadas mais de 27 mil ações de vigilância e deteção de incêndios rurais. Estas operações permitiram identificar 718 suspeitos e deter 120 pessoas pelo crime de incêndio florestal.
Segundo a GNR, quase 60 por cento dos incêndios investigados tiveram origem no uso negligente do fogo, sobretudo em queimas e queimadas.
A Guarda alerta que, nos dias em que o risco de incêndio seja muito elevado ou máximo, é proibido fazer fogueiras, realizar queimadas, lançar foguetes ou utilizar maquinaria sem os dispositivos de segurança obrigatórios.
A GNR garante que permanece em total prontidão para proteger pessoas, bens e o património florestal nacional e apela à responsabilidade de todos os cidadãos na prevenção dos incêndios rurais.