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Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal de Mação, refere que a Feira Mostra: “É uma altura para elevar a autoestima dos maçaenses”

30/06/2017 às 00:00

Qual é que é a importância deste certame para o concelho? O que é que ele representa para os maçaenses e para a região do Médio Tejo?

Aquilo que nós tentamos, ano após ano, é que a Feira Mostra de Mação seja cada vez mais a feira em que todos os maçaenses se possam rever. Mostramos nesta feira o que de melhor fazemos em termos económicos, empresariais, gastronómicos, culturais e desportivos. É um ponto de encontro entre muitos maçaenses espalhados pelo país e pelo estrangeiro. É uma altura onde as associações do concelho que connosco colaboram, quer seja no espaço de restauração, quer seja nas diversas atividades paralelas que são desenvolvidas, demostram que sabem fazer eventos desportivos, culturais, criativos e que têm capacidade de organização. Portanto, acho que é um momento importante para o concelho, de comunhão entre todos e onde eu penso que as pessoas estão de uma forma despretensiosa e voluntariosa a trabalhar em prol de um objetivo comum – que o concelho fique bem visto e bem representado para aqueles que nos visitam. Para aqueles que aqui vivem diariamente, que sintam orgulho em ver que temos um concelho onde acontecem coisas boas, onde sabemos organizar, sabemos receber e sabemos mostrar. Somos um concelho com potencial.

O modelo da feira está consolidado? Este certame tem sido inconstante no que respeita ao seu formato.

Este modelo resultou no ano passado, penso que é adequado para aquilo que é o investimento que a Autarquia faz na montagem da feira. É um investimento comportável para as finanças da Câmara e, por outro lado, não exige demasiado aos expositores, aos empresários do concelho e às associações. Quando se colocou a questão com os restaurantes que vão estar presentes e com as associações, foi possível perceber que estavam confortáveis com a solução.

O que representa a Feira Mostra para os agentes comerciais e empresariais locais?

Temos feito um esforço para que os expositores da feira sejam essencialmente do concelho. Obviamente não temos nada contra aos expositores de outros pontos do país, muito menos aqueles que vêm dos nossos concelhos limítrofes, mas faz sentido que sendo uma Feira Mostra do concelho estejam, preferencialmente expostos as nossas gentes. E tem sido possível fazer a Feira só com a prata da casa. Ainda assim, algumas atividades económicas do concelho poderiam estar ali mais representadas, mas por opção dos próprios empresários ou por indisponibilidade, isso não acontece. Nós, Câmara Municipal, damos todas as condições e tudo fazemos para que os empresários, agentes económicos do concelho apresentem aquilo que têm. Dito isto, só não está representado quem não quer, obviamente que não é crítica nenhuma, muito pelo contrário. O que nós proporcionamos aos agentes económicos do concelho são cinco dias de Mostra, onde provavelmente vêm uns milhares de pessoas, que poderão ficar a perceber aquilo que cada empresário faz e tem para oferecer.

Como é que tem sido a recetividade dos agentes económicos locais à Feira?

Felizmente temos tido os stands completos com os agentes económicos do concelho. Este ano, são cerca de 85 stands. Para além dos 85, temos todos aqueles empresários que estão ligados à AmarMação, do sector agroalimentar, presuntos, talhos, industriais das carnes, os vinhos, os azeites e o mel. Nos 85 stands estão alguns institucionais, as escolas, as catequeses e a Junta de Freguesia.

Quais são os outros momentos que vão nortear este certame?

Vamos fazer uma apresentação pública do projeto do Centro de Atividades Ocupacionais de Mação, dia 1 de julho, às 18h00. Vamos dar a conhecer o espaço, e como vai ficar. Não é ainda um projeto definitivo, digamos que é apenas um primeiro esboço daquilo que será o novo equipamento. Esperamos, se tudo correr bem, que o concurso público possa ser lançado ainda durante este ano. Durante todo o verão o projeto ficará concluído, depois lançaremos o concurso e a execução da obra. No dia 30 de junho, está confirmada a presença do Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, que irá inaugurar o Centro de Negócios e presidir à visita oficial da Feira Mostra e à distinção dos empresários. Apesar de não haver uma inauguração formal, também a entrada da vila estará concluída nessa ocasião.

A feira Mostra é um momento de encontro entre os maçaenses. Como é que os próprios maçaenses se apropriam deste certame?

É uma altura muito importante. É uma altura de encontros. Muitas pessoas aproveitam esta oportunidade para vir a Mação, aproveitam para sentir o pulsar do concelho e é nesse sentido que trabalhamos. É uma altura para elevar a autoestima dos maçaenses, aqueles que aqui vivem, que trabalham e que têm as suas raízes.

Qual é investimento alocado para a edição de 2017?

O investimento para este ano é cerca de 120 mil euros. Não ultrapassámos aquilo que estava previsto em relação ao ano passado. Pode haver uma oscilação de 4/5 mil euros, mas não é nada de extraordinário. Mantivemos aquilo que tem sido o habitual, não houve aqui nenhum deslumbramento significativo.

A Sede das Associações como está a funcionar, após ter sido inaugurada há mais de um ano?

Está a funcionar bem. É um espaço muito elogiado pelas pessoas. O nosso gabinete empreendedor já era um dos objetivos do mandato, e, portanto, o objetivo está cumprido. Temos novas pessoas lá a trabalhar, pessoas a dinamizar o espaço que provavelmente vão-se transferir para o Centro de Negócios. Na sede das Associações estão a AMARMação, AFLOMação, GEMA, MELBANDOS e a ACRIPINHAL. São cinco associações todas ligadas ao sector produtivo e empresarial. Faço um balanço positivo e relembro que reabilitámos três edifícios que estavam debilitados no centro histórico.

O Ministro da Agricultura anunciou em Mação a Reforma da Floresta. Que repercussões é que isso pode ter para o concelho?

Foi com agrado que vimos a preocupação do Governo em trazer esse assunto para cima da mesa. Penso que a breve prazo podem haver melhorias nomeadamente no que diz respeito ao aligeirar da legislação em relação às ZIF`S, o que poderá melhorar o incremento das mesmas. Contudo, há aqui sempre um problema de fundo que tem a ver com a possibilidade de financiamento para essas áreas. O que tem sido transmitido é que as verbas para esta área estão praticamente esgotas ou perto disso e são muito direcionadas para os grandes produtores florestais. Portanto, temos aqui um problema que não está resolvido, muito longe disso. Em todo caso, o Governo quis assumir esta questão - assumir uma reforma que o país seguramente lhe cobrará o sucesso ou insucesso da mesma. Vamos ver como é que isto tudo se traduz em termos práticos.

O Museu de Mação vai entrar em obra. O que está previsto?

O rés-do-chão está com problemas muito complicados ao nível de infiltrações de água e é necessário dar-lhe outra dignidade e outro aspeto. Queremos ainda tornar a entrada do museu mais atrativa. Outro projeto que fica para desenvolver é o Núcleo Museológico na Ortiga.

Estamos quase a fechar um ciclo, qual é a marca deixada pelo executivo que lidera?

Diria que a fechar o mandato estou de consciência muito tranquila com o trabalho que desenvolvi. Digo isto com muita tranquilidade, baseado em factos e não em sensações, portanto, aquilo que fizemos ao longo de 4 anos foi mais do que a obra física. Tentei levar até ao limite a relação de proximidade junto dos munícipes. A disponibilidade diária que eu e os meus colegas tivemos para ouvir, falar, rir e estar com as pessoas são factos prováveis.

Considera que fez política de proximidade?

Totalmente. O Vasco que aqui entrou em 2013 é o mesmo que irá sair. Sempre fui aos mesmos sítios, sempre fui a mesma pessoa, sempre falei com os mesmos, não me pus em “bicos de pés” por ser Presidente e após estas eleições, serei o mesmo.

Joana Margarida Carvalho e Fátima Saraiva Estagiaria ESTA

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