Depois de uma noite e manhã com os caudais a subir, ao início da tarde o Tejo passou a estar estável com um caudal estimado nos 5.300 m3/s, de acordo com as informações da Proteção Civil.
E com as descargas do início da tarde é expectável uma nova descida para um caudal da ordem dos 4.300 m3/s.
Às 16 horas, a Barragem do Fratel tinha um débito de 3.689 m3/s e a Barragem da Pracana descarregava 177 m3/s.
Já a jusante, com os afluentes Zêzere e Nabão, a estação hidrométrica do Almourol registava uma passagem de 6.374 m3/s. Aos caudais das barragens do Tejo acrescenta-se 1.128 m3/s de descarga do Castelo de Bode e 100.7 do Nabão (dados do Agroal).
Sente sentido prevê-se esta descida, mas o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, disse que há que estar alerta porque hoje e amanhã ainda vem muita chuva, fruto da passagem da depressão Oriana pelo nosso país.
No entanto, este sistema frontal resultará em Portugal continental em períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 quilómetros por hora, pode ler-se no comunicado.
Devido a esta previsão, o IPMA colocou, durante este período, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga sob aviso amarelo de chuva.
Estes distritos, juntamente com Bragança, Faro e Beja, vão estar também sob aviso amarelo de vento.
Entretanto, o Município de Abrantes deu conta de que já se encontra aberta ao trânsito a estrada que liga Arrifana (Alameda da Igreja de S. Miguel) a S. Miguel do Rio Torto, sendo possível passar na Estrada do Celão e podendo esta via ser utilizada para acesso ao Tramagal.
No entanto, continua encerrada a EN118 entre Rossio ao Sul do Tejo e Tramagal (túnel encerrado) e a EN118, entre Rossio ao Sul do Tejo e Pego, devido a estrada submersa, sendo possível, no entanto, circular com precaução pela Estrada do Serrado (Coalhos) e Cabrito.

Continua encerrada a EN2, no troço entre a Rotunda do Olival e o cruzamento com a Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro (av. do Ciclo), nos dois sentidos. A IP continua com trabalhos para remoção da massa de terra que caiu na via.
As derrocadas e deslizamentos de terras constituem um dos problemas mais registados de norte a sul do país o que levou o comandante nacional de Proteção Civil, Mário Silvestre, a fazer um apelo sério.
Mário Silvestre, comandante ANEPC
Um dos alertas de todos os autarcas é para serem respeitadas as sinalizações que estão nas estradas e nos locais onde existem ocorrências de várias tipologias. E nas estradas submersas há outro apelo para os automobilistas não entrarem nesses lençóis de água.