A construção da nova Escola Básica Sophia Mello Breyner Andresen, no Entroncamento, arrancou após a assinatura do auto de consignação da empreitada, que representa um investimento municipal de quase seis milhões de euros, informou hoje o presidente da Câmara.
“Damos um passo muito importante para o Entroncamento”, disse Nelson Cunha, considerando que se trata de uma obra “muito esperada” e que permitirá criar melhores condições para alunos, professores e restantes profissionais.
A empreitada, situada na Rua dos Ferroviários, na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, representa um investimento de 5.869.517,97 euros, acrescidos de IVA, e tem um prazo de execução de 540 dias, que começou a contar com a assinatura do auto de consignação, na sexta-feira, 28 de agosto.
A nova escola terá oito salas de educação pré-escolar e oito salas do 1.º ciclo do ensino básico, além de biblioteca, sala de ciências, ginásio, sala polivalente, refeitório e cozinha, bem como espaços destinados a professores, educadores e restantes profissionais.
A intervenção inclui ainda a renovação dos espaços exteriores e dos equipamentos e mobiliário infantil, criando um estabelecimento de raiz com resposta para os dois níveis de ensino.
Segundo Nelson Cunha, a decisão de construir uma nova escola foi tomada perante os problemas estruturais identificados no edifício existente e após uma verificação realizada pelo atual executivo no início do mandato.
Essa verificação confirmou a existência de “sapatas”, apesar de o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) indicar o contrário, mas não alterou a decisão de construir um novo equipamento.
“Havia dúvidas sobre a estabilidade do edifício e, quando falamos da segurança das nossas crianças, a única decisão possível é construir uma escola nova”, afirmou o autarca do Entroncamento, no distrito de Santarém.
O antigo Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner Andresen foi encerrado em março de 2021, depois de uma avaliação do LNEC ter identificado problemas estruturais, tendo as crianças sido distribuídas por outros equipamentos educativos do concelho.
O processo prolongou-se por vários anos. Em 2022, o município aprovou os projetos de demolição e reconstrução, mas o concurso para a empreitada ficou deserto, obrigando à revisão do projeto.
A solução agora consignada alarga a resposta inicialmente associada ao jardim-de-infância, passando a integrar também o 1.º ciclo, com 16 salas no total.
Enquanto a nova escola não estiver concluída, as crianças continuarão distribuídas por outros estabelecimentos, à semelhança do que acontece desde o encerramento do antigo equipamento.
O presidente da câmara disse ainda que a construção da nova escola decorre em paralelo com a intenção de reabilitar integralmente a Escola Secundária do Entroncamento, embora esse processo esteja atualmente sem avanço.
A intervenção na escola secundária está estimada em cerca de 13 ME e chegou a ser apresentada para financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas foi excluída por a escola, apesar de ter cerca de 30 anos, estar classificada como de grau 3, enquanto o programa abrangia escolas de grau 2.
“O que nós queremos aqui fazer é que façam uma reavaliação da escola para grau 2”, afirmou Nelson Cunha, explicando que o prazo do PRR já terminou e que será necessário procurar uma nova solução de financiamento.
“Não vou desistir”, garantiu o autarca, defendendo que a reabilitação da escola secundária terá de avançar, “se não for neste mandato, no próximo”.
Lusa