O surto de gripe em Portugal, e na região, teima em não abrandar o que leva as estruturas de saúde a aumentar as respostas aos utentes.
Deste modo a Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) vai reforçar a resposta assistencial nos Cuidados de Saúde Primários através do alargamento do horário de funcionamento de três Centros de Saúde da região.
Assim, a partir desta quinta-feira, 8 de janeiro, os Centros de Saúde de Abrantes (Polo de Alferrarede), Tomar (Edifício da Nabância) e Torres Novas (Centro de Saúde) irão prolongar o seu horário até às 22:00, nos dias úteis. Nestas unidades estarão em funcionamento Serviços de Atendimento Complementar, entre as 18:00 e as 22:00, destinados “ao atendimento de situações de doença aguda.”
Estes Serviços de Atendimento Complementar, agora ativados, serão assegurados de forma colaborativa e articulada pelas equipas das Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) e Unidades de Saúde Familiar (USF) dos respetivos concelhos, integrando médicos, enfermeiros, assistentes técnicos e assistentes operacionais.
Paralelamente, foi também determinado o aumento em 50% do número de vagas diárias de consulta aberta/doença aguda nas agendas médicas de cada UCSP e USF, comparativamente ao período anterior a 1 de novembro de 2025, reforçando a resposta aos utentes.
À semelhança do que se verifica a nível nacional, a ULS Médio Tejo atravessa atualmente um período de significativa pressão assistencial, associado à epidemia de gripe e a outras patologias respiratórias típicas do Inverno. Neste momento, encontram-se quatro doentes internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) com quadros graves de gripe, o que representa 50% do total de doentes internados nesta unidade de cuidados críticos.
No âmbito da ativação do nível 2 do Plano de Contingência Sazonal – Módulo Inverno, a ULS Médio Tejo procedeu à abertura de uma enfermaria dedicada a doentes respiratórios no Hospital de Tomar, com 12 camas, que acrescem ao reforço inicial de dez camas já anteriormente implementado, reforçando a capacidade de internamento hospitalar.
Segundo a ULS Médio Tejo, “para assegurar esta resposta assistencial reforçada, foi necessário, durante a presente semana, reprogramar alguma atividade assistencial das especialidades de Pneumologia e Medicina Interna, as quais serão reagendadas assim que possível, procurando minimizar o impacto para os utentes.”
Esta reorganização da resposta assistencial visa reforçar a capacidade de resposta na região e contribuir para a redução da pressão sobre os serviços de urgência hospitalar, num período caracterizado por uma elevada procura de cuidados de saúde.
Em nota enviada às redações, a ULS Médio Tejo agradece “o empenho, a dedicação e o profissionalismo de todos os profissionais de saúde da ULSMT, quer nas Unidades Hospitalares, quer nos cuidados de saúde primários, cujo esforço tem sido determinante para que, apesar do elevado nível de pressão assistencial, a resposta esteja a ser assegurada de forma contínua e equilibrada.”
Durante o mês de dezembro, o tempo médio de espera para atendimento dos doentes triados como amarelos, segundo o Sistema de Triagem de Manchester, foi de 1 hora e 3 minutos, enquanto nos casos classificados como laranja o tempo médio de espera se fixou nos 26 minutos, refletindo a capacidade de resposta dos serviços mesmo em período de maior exigência.