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Mouriscas: Incêndio queimou cerca de 271 hectares e origem está a ser investigada pela PJ (c/áudio)

9/09/2026 às 15:37
Imagem aérea do incêndio de Mouriscas 22 agosto 2026

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, apresentou, na reunião de Câmara, um balanço do incêndio rural que começou em Mouriscas no dia 22 de agosto, revelando que a área ardida está provisoriamente estimada em cerca de 271 hectares.

No período de maior empenhamento estiveram envolvidos 638 operacionais, 219 veículos e 19 meios aéreos, dos quais 16 destinados ao combate e três a missões de observação, análise e verificação.

Segundo o presidente da Câmara, o incêndio apresentou um comportamento condicionado pela topografia, pelas características do terreno e pela elevada carga de combustível existente na zona.

A temperatura elevada, a baixa humidade relativa e o vento predominante de sudoeste contribuíram igualmente para a intensidade e propagação das chamas.

A ocorrência entrou em fase de resolução às 00h52 do dia 23 de agosto e evoluiu para conclusão cerca das 05h00. Seguiu-se um período prolongado de vigilância da área afetada para prevenir eventuais reacendimentos.

 

Os cerca de 271 hectares de área ardida são ainda uma estimativa, ficando o valor definitivo dependente da confirmação pelas entidades competentes.

PJ investiga início do incêndio

Manuel Jorge Valamatos confirmou também que as circunstâncias em que começou o incêndio estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária e pelas entidades com competência nesta matéria.

O autarca explicou que a primeira viatura a chegar ao local terá sido da Junta de Freguesia de Mouriscas, mas que a velocidade e intensidade com que o fogo evoluiu impossibilitaram uma intervenção eficaz.

“A primeira viatura a chegar não conseguiu fazer nada e poucos minutos passavam do início do incêndio”, relatou.

Segundo Valamatos, o foco inicial surgiu numa zona “extremamente complexa” e com uma carga combustível muito elevada, circunstâncias que terão contribuído para uma progressão particularmente rápida.

“O ataque inicial foi impossível de reagir a tão feroz ação”, afirmou.

O presidente da Câmara deixou ainda agradecimentos aos bombeiros, Subcomando Regional, Serviço Municipal de Proteção Civil, Junta de Freguesia de Mouriscas, Associação Humanitária e associações locais.

Destacou particularmente a Casa do Povo de Mouriscas pelo apoio logístico montado durante a emergência, nomeadamente na preparação e distribuição de refeições às centenas de operacionais mobilizados para o combate.

 

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