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Abrantes: TAGUS avança com trabalhos nos Condomínios de Aldeia. Operações começaram em Lercas (c/áudio)

21/05/2026 às 09:55

Já se iniciaram, na aldeia de Lercas, freguesia de Mouriscas, os trabalhos de limpeza e criação da faixa de 100 metros em redor da povoação, no âmbito do projeto Condomínios de Aldeia. A TAGUS candidatou-se a dez projetos Condomínios de Aldeia, noutras tantas localidades, no norte do concelho de Abrantes, cofinanciados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pela União Europeia.

Neste momento, e até 30 de junho, a TAGUS deu canta que serão feitos os trabalhos de gestão do combustível nas aldeias de Abrançalha de Cima, Almoinha Velha, Amoreira, Casal da Serra, Paúl e Sentieiras, numa área aproximada de 67 hectares de intervenção.

A comunidade de Lercas, na freguesia de Mouriscas, teve uma taxa de adesão superior a 80%. De acordo com Conceição Pereira, técnica coordenadora da Tagus, explicou que “isto significa que num programa de condomínio de aldeias vai ser verificado e visível o impacto que esta medida tem nesta aldeia de resiliência aos incêndios, de dinâmica comunitária, de valorização do património.”

A coordenadora notou que nestas sete aldeias estão a participar cerca de 138 proprietários numa intervenção que representa cerca de 67 hectares de área florestal a modificar.

Conceição Pereira explicou ainda que as três aldeias que ficaram de fora, bairros Cimeiro e Fundeiro e Abrançalha de Baixo, “porque entendemos que uma aderência inferior a 30% não é representativa no território.”

Este é um programa financiado através do Fundo Ambiental, e a pessoa que entende aderir terá a transformação da paisagem que ela pretender. “Ela que escolhe. Ninguém mexe da propriedade por obrigação.”

Conceição Pereira explicou que existe um benefício muito grande nas áreas abrangidas. A pessoa tem a obrigatoriedade de limpar essa propriedade até 30 de junho. Essa limpeza é feita pelo Fundo Ambiental através da TAGUS. Portanto, essa limpeza, na faixa de 100 metros à volta da povoação, é gratuita.”

Quando foram para o terreno, contactar com os proprietários os técnicos da TAGUS depararam-se com dificuldades. Mas esta também é uma oportunidade das próprias pessoas regularizarem as suas propriedades, os seus registros, os seus cadastros. “Demos conta que tivemos algumas dificuldades, e que foram dificuldades muito grandes, porque, seja por heranças, seja porque as propriedades passaram a ser partilhadas e tivemos muitas dificuldades nisso. Com a ajuda dos próprios proprietários foram-se regularizando algumas das situações, outras, infelizmente, não.”

Naquilo que são os trabalhos, Conceição Pereira indicou que a maquinaria pesada ainda não entrou naquelas propriedades. A empresa que está no terreno é que vai decidir se entra ou não, ou qual é o tipo de recursos, sejam eles materiais, sejam eles humanos, necessários. “Para já não sentimos essa dificuldade.”

Há uma nota, indicou ainda, que na eventualidade de haver pinheiros e eucaliptos, que estejam nos terrenos e que as pessoas tenham, ou queiram, cortar, podem fazê-lo antes das empresas entrarem, porque “tudo o que sai de resultado desta limpeza pode ir para o proprietário e deve ir para o proprietário.

E depois concluiu com a explicação que, se houver a prorrogação do programa Condomínios da Aldeia até dezembro, “nós podemos fazer as plantações” das espécies frutícolas, ou vinhas, ou olivais que os proprietários dos terrenos entendam.

Conceição Pereira, TAGUS

O programa “Condomínio de Aldeia” é uma medida de proteção e valorização da paisagem em zonas rurais, desenhada para proteger as povoações contra incêndios. Consiste na gestão e reconversão dos terrenos em redor das aldeias para usos agrícolas ou de lazer, tornando as comunidades mais resilientes e promovendo a economia local.

Nas aldeias de Abrançalha de Baixo, Bairros Cimeiro e Fundeiro, a adesão foi inferior a 30%, não permitindo, nesta fase, o início da intervenção. Mas, de acordo com a TAGUS, ainda existe a possibilidade de adesão de novos proprietários, podendo os trabalhos decorrerem numa segunda fase. Por isso, os proprietários dos terrenos nestas aldeias podem aderir aos Condomínios de Aldeia, bastando para isso contactar a TAGUS.

O Norte de Abrantes têm três entidades a gerir quase três dezenas destes condomínios, A Associação de Agricultores, a ZIF de Aldeia do Mato e a Tagus que começou na semana passada os trabalhos na aldeia de Lercas, freguesia de Mouriscas.

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