Não teve gravidade, mas um homem de 38 anos não ganhou para o susto no final de tarde desta terça-feira. Terá ido até ao Tejo com o seu cão e terá adormecido na areia, com o Tejo com caudal mínimo como se tem verificado nos últimos dias. Só que, ao início da noite, o rio começou a aumentar o caudal deixando o homem e o seu animal de companhia isolados numa espécie de ilha que se criou com a subida das águas.
Os bombeiros de Abrantes foram chamados ao local, junto ao Hipódromo dos Mourões, em Rossio ao Sul do Tejo, e fizeram o resgate do cidadão, residente no Rossio, mas de nacionalidade estrangeira e do seu animal de estimação. Os meios foram ativados às 20:16 e pouco depois das 21 horas a ocorrência estava dada como resolvida.
Para o local foram mobilizados meios dos Bombeiros de Abrantes, incluindo uma embarcação de socorro, um veículo todo-o-terreno e uma ambulância, além de elementos da PSP.
A operação envolveu quatro bombeiros e dois agentes da PSP de Abrantes, tendo o resgate sido concluído pelas 21:05.
O homem e o cão foram retirados em segurança e o residente recebeu assistência no local, não necessitando de transporte hospitalar.
André Teodoro, comandante dos Bombeiros de Abrantes, explica o que se passou.
Apesar dos baixos caudais o rio pode apresentar vários perigos. Entre correntes e zonas com os chamados “fundões” a inconstância dos caudais pode também ser um problema para os cidadãos que não tenham cuidados.
Aliás, o rio tanto vai seco como pode levar caudais muito elevados para a época do ano, causando igualmente problemas vários aos agricultores que se queixam desta instabilidade que afeta as captações de água para rega.
E hoje verificou-se um outro problema com esta variabilidade dos caudais, o que leva as autoridades a deixar os alertas para quem vai para estas zonas ribeirinhas não arriscarem e ter todos os cuidados por forma a evitar acidentes.