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CP: Comunidade Intermunicipal exige prioridade máxima para a linha da Beira Baixa

9/03/2026 às 11:04

A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) alertou o Governo para os impactos sociais e económicos das restrições à circulação de comboios na linha da Beira Baixa e pediu prioridade máxima à reposição das condições de circulação.

“Ainda não temos, até ao momento, conhecimento de uma data da previsibilidade ou da intervenção na linha da Beira Baixa. Percebemos que não é uma intervenção fácil, mas, ainda assim, o que queremos é perceber os tempos e todo o processo”, afirmou hoje, à agência Lusa, o presidente da CIMBB, João Lobo.

Após reunião do Conselho Intermunicipal da Beira Baixa, a CIMBB enviou uma carta à secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, através da qual alertou para os impactos sociais e económicos das restrições à circulação de comboios naquela linha sobre os cidadãos e as empresas, que “são muito graves e sérios”.

Situação entre Belver e Amieira do Tejo

O presidente da CIMBB e também da Câmara de Proença-a-Nova salientou que a interrupção que se verifica na circulação ferroviária na linha da Beira Baixa leva a outra questão que tem a ver com o Plano Nacional Ferroviário.

“Isto acontece [prejuízos graves para pessoas e empresas] porque só temos uma linha ferroviária. A zona Centro exige que seja repensada uma nova linha que passe pela região”, vincou João Lobo.

Na missiva, os autarcas de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão apelaram à intervenção da governante e pediram que “seja atribuída prioridade máxima à reposição das condições de circulação, em toda a linha da Beira Baixa, de forma a reduzir ao mínimo o período de interrupção da circulação”.

Além disso, solicitaram a reposição de todos os serviços ferroviários (IC e regional) entre Vila Velha de Ródão e a Guarda, e a implementação de serviços de transbordo, em modo rodoviário, que interliguem Castelo Branco e Ródão com Abrantes.

“O Conselho Intermunicipal da Beira Baixa entende que o rápido restabelecimento das condições de circulação da linha da Beira Baixa deve corresponder a um desiderato nacional, em observância da indispensável coesão territorial, tendo presentes os constrangimentos preexistentes sobre o transporte público de passageiros nestes territórios”.

Lusa

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