O Padre Guilherme está na lista de 2026 dos '100 melhores DJs do mundo' da 'DJ Mag', considerado o mais famoso ranking internacional de DJs do planeta.
O famoso padre aparece na 79.ª posição, acima de afamados DJs internacionais como Deadmau5 ou The Chainsmokers, e é o único português no Top 100 deste ano.
Guilherme Peixoto, de 52 anos, começou a passar música em 2005, já como padre, e teve um pico de popularidade durante a pandemia Covid-19, altura em que começou a transmitir os seus sets em direto através das redes sociais, onde, só no Instagram, é seguido por 3,5 milhões de pessoas.
Chegou a ter os seus auscultadores abençoados pelo Papa Francisco, tocou nas Jornadas da Juventude em Lisboa e, mais recentemente, tem feito manchetes em espetáculos por todo o mundo, incluindo Brasil, Argentina, Espanha, França, Áustria, Roménia, ou Polónia.
Guilherme nasceu em Guimarães em 1974 e foi a admiração pelo sacerdote da sua paróquia que o fez ter o desejo de, aos 13 anos, entrar para o seminário em Braga e ser padre, sem nunca deixar a paixão assolapada pelo pop rock em especial e pela música em geral.
Fez parte do grupo musical do seminário, que tinha como objetivo manter as tradições, e, com mais quatro colegas seminaristas, fundou a banda de pop rock 'Quinto Império'.
Em 1999 é ordenado padre ainda com 24 anos e, em 2000, a sua vida muda radicalmente.
É convidado para fazer o curso de capelão militar na Academia Militar e entra no universo castrense. O bispo de Braga, além de o colocar na Póvoa de Varzim, onde ainda está, posicionou-o para ficar ligado à diocese das Forças Armadas e de Segurança. É com essas novas funções que acaba em missões no perigoso Afeganistão e se vê metido em colunas militares no ainda efervescente Kosovo.
Mas, se em território em guerra pôs em prática a sua coragem e viu muita miséria, já em terras de Laúndos, na Póvoa de Varzim, teve que puxar pela imaginação para salvar a sua paróquia das dívidas acumuladas e foi isso que o fez chegar onde está agora – à ribalta artística.
Apaixonado por vários estilos de música, da sacra ao rock e até ao techno, o padre Guilherme ficou nas suas sete quintas quando descobriu que podia abrir um bar de karaoke, num espaço que estava morto da paróquia, para faturar e pagar as dívidas das obras no templo, o bar Ar de Rock. "Fazíamos noites de karaoke, mas aquilo não passava de uma coisa muito morna. Foi então que peguei no computador e comecei a fazer as minhas misturas. Fui ganhando o bichinho", descreveu à The Mag, by FLASH! o padre artista.
(The Mag, by FLASH)