O incêndio que deflagrou esta manhã, cerca das 6h11, nas instalações da RSA – Reciclagem de Sucatas Abrantina, em Alferrarede, Abrantes, entrou em fase de rescaldo ao início da tarde. A circulação na EN2 foi entretanto reaberta e as 14 pessoas que tinham sido retiradas preventivamente das suas habitações já regressaram a casa.
Segundo fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, citada pela agência Lusa, o incêndio entrou em rescaldo às 13h14, mantendo-se, contudo, os trabalhos no local durante toda a tarde.
A proximidade do fogo e a presença de fumo levaram à retirada preventiva de 14 pessoas e ao corte da circulação na Estrada Nacional 2, junto às instalações da empresa. A atividade nas indústrias próximas foi também temporariamente interrompida.
Num comunicado divulgado esta tarde, a RSA confirma a ocorrência do incêndio, indicando que teve início por volta das 6h00, e garante que “esteve sempre confinado e controlado num espaço específico”, concretamente numa área de armazenamento temporário de REEE – resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos.
A empresa sublinha que essa área dispõe da respetiva licença TUA – Título Único Ambiental.
A RSA acrescenta que não se registaram feridos nem danos materiais durante as operações de combate ao incêndio.
A empresa agradece a intervenção da Proteção Civil, das várias corporações de bombeiros, da PSP, das restantes entidades envolvidas na operação e dos seus próprios colaboradores, destacando a rapidez e o profissionalismo demonstrados no combate às chamas.
No comunicado, a RSA apresenta também um pedido de desculpas à população residente nas proximidades e às empresas afetadas pelos fumos, agradecendo a compreensão manifestada durante a ocorrência.
A empresa deixa ainda uma palavra de agradecimento às várias pessoas que manifestaram solidariedade e se disponibilizaram para ajudar, considerando que essa atitude “enaltece o trabalho realizado diariamente”.
A RSA – Reciclagem de Sucatas Abrantina desenvolve atividade na área da gestão e reciclagem de resíduos e dispõe de diferentes áreas destinadas ao armazenamento e tratamento de materiais.
Segundo informação divulgada pela Proteção Civil, a empresa trabalha, entre outros materiais, com pneus, equipamentos elétricos, papel e baterias de lítio.
Apesar de o incêndio ter obrigado à retirada preventiva de moradores e ao corte temporário da EN2, não há registo de vítimas nem de danos materiais provocados pelo fogo, mantendo-se os trabalhos de rescaldo no local.
A circulação na EN2 foi entretanto normalizada e as empresas da zona retomaram a atividade.