Está a decorrer até 30 de abril o período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental para a constrição de uma linha elétrica de 400 kV, entre Abrantes (Pego) e Anadia. Trata-se de um projeto promovido pela Rede Elétrica Nacional, que prevê o início das obras ainda este ano.
Esta nova linha justifica-se, segundo a empresa, pelo aumento de pedidos de licenciamento de parques de energia renovável.
De acordo com o projeto em consulta pública, através da Agência Portuguesa do Ambiente, esta linha dupla Abrantes – Anadia, a 400 kV, passa por vários concelhos de vários distritos.
No distrito de Santarém, começa no concelho de Abrantes, mais propriamente na freguesia do Pego, passando por Alvega e Concavada, e Mouriscas. Tem passagem no concelho de Mação na União das Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira e em Ortiga, no Sardoal passa por Alcaravela, e já no distrito de Castelo Branco, passa em Vila de Rei e São João do Peso (concelho de Vila de Rei) e União das Freguesias de Cumeada e Marmeleiro, e União das Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais (concelho da Sertã). Passa ainda por territórios dos distritos de Leiria, Coimbra, Viseu e Aveiro.

De acordo com o documento o projeto em avaliação, com uma extensão de cerca de 152 km, “prevê a construção de 351 apoios novos, a modificação de 2 apoios existentes, a desmontagem de 5 apoios e a utilização de 7 apoios existentes (sem intervenção).”
Ainda no resumo não técnico pode ler-se que o período de exploração das linhas em análise corresponde à vigência do “Contrato de Concessão da REN, S.A., que termina em 2057. Durante esta fase, haverá lugar a atividades de manutenção e conservação das linhas.”
No que diz respeito aos prazos para execução desta linha, “o início da construção será no 2.º semestre de 2026, tendo uma duração estimada de 24 meses e que a entrada em serviço será em 2028.”
No que diz respeito aos objetivos para a constrição desta nova linha, a mesma decorre “das estratégias nacionais em matéria de descarbonização da economia e de transição energética visando a neutralidade carbónica, expressas no Plano Nacional Energia e Clima 2021–2030 (PNEC 2030) e que se traduzem, entre outras medidas, pela promoção da energia solar e da desclassificação das centrais de carvão de Sines e do Pego.”
É ainda explicado que nos últimos anos houve um forte aumento de pedidos de ligação de centrais fotovoltaicas que levou ao esgotamento da capacidade de ligação disponível na RNT, na ausência de novos reforços. “Para integrar mais de 1,5 GVA de nova potência renovável de pequenas unidades de produção, mantendo os padrões de segurança exigidos, foi identificado um conjunto de reforços estruturais à rede. Os reforços de rede em causa fazem parte do conjunto de novas infraestruturas previstas para a RNT conforme apresentado na proposta de PDIRT 2022–2031 (Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Transporte de Eletricidade para o período 2022–2031) e no respetivo Relatório Ambiental da sua Avaliação Ambiental Estratégica.”
O documento considera que “a não concretização do presente projeto terá como principais consequências negativas a não viabilização dos objetivos nacionais de reforço da Rede Nacional de Transporte que justificam a sua implementação.”
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