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Vila de Rei: É urgente limpar caminhos florestais para prevenção de incêndios e acesso dos proprietários (c/áudio)

10/03/2026 às 10:45

Em Vila de Rei, na Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, o autarca Paulo César Luís tem preocupação com o verão, enquanto ainda contabiliza os prejuízos da passagem da tempestade.

Paulo César Luís vinca que não só desobstruir caminhos, é preciso retirar a matéria que se encontra nos estradões e caminhos florestais ou na rede viária florestal de cada concelho. “Tenho repetidamente dado conta desta nossa preocupação. Já o pude fazer, junto do Governo, logo na primeira reunião, ainda nos primeiros dias a seguir, a ter estado na reunião que tivemos com o Sr. Secretário de Estado das Florestas, onde estava também presente o ICNF. Fomos conservadores daquilo que foi a identificação das prioridades do ICNF e apenas manifestámos como prioridade aqueles que estão incluídos nas zonas florestais com maior maturidade, porque são essas as nossas prioridades. É aí onde há mais combustível, é onde a floresta está maior e com mais possibilidade de poder vir a arder.”

O autarca de um concelho com hectares e hectares de floresta diz que é preciso envolver mesmo a fileira e aquelas máquinas de processamento em alguns locais para ter andamento e melhorar as coisas. “E eu tenho repetidamente dito, retirar e retirar implica máquinas de rechega, maquinaria especializada, que quem a tem são os operadores. E é nesse sentido que nós estamos a estabelecer contactos com diversos operadores para perceber quando, como, porque quando já está identificado, e em que condições é que esses operadores podem operar e retirar aquela carga”, explicou o autarca que disse já ter dito em reunião da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa “a abertura no sentido de prolongar um pouco o prazo daquilo que é o edital que está na rua e que deu aos proprietários até dia 1 de março para retirarem a sua madeira que se encontra na parte pública.”

Isto é um trabalho para permitir a prevenção de incêndios florestais e no caso de combate o acesso aos terrenos florestais, mas também, em muitos casos, permitir o acesso dos proprietários aos seus terrenos para lhes dar a possibilidade de eles tirarem também toda a carga que está no chão.”

Paulo César Luís, presidente CM Vila de Rei

E, neste sentido, há também algumas vozes que pedem ao setor florestal que se envolva mais neste período crítico, até porque há muitos casos em que a madeira até pode ser vendida. Mas a grande prioridade passa por retirar o máximo de matéria combustível do interior das florestas.

Ourém, Ferreira do Zêzere, uma parte de Tomar, o norte de Abrantes, algumas zonas de Sardoal, de Mação e quase todo o concelho de Vila de Rei foram afetados pelos ventos fortes da Tempestade Kristin na noite de 28 de janeiro e têm a floresta e os acessos florestais “entupidos” com árvores tombadas ou partidas.

 

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