Com a chegada dos dias mais primaveris é comum andar mais na rua e, em espaços arborizados ou nos pinhais, pode observar-se a lagarta do pinheiro. E vêm-se, muitas vezes, a deslocar-se em fila nos passeios, jardins e zonas florestais.
O contacto com estas lagartas pode provocar reações alérgicas graves em pessoas e animais devido aos seus pelos urticantes.
Este foi o teor de um alerta da Polícia de Segurança Pública (PSP) nas suas redes sociais, porque esta lagarta pode encontrar-se em qualquer zona com pinheiros, mesmo no meio urbano onde existam estas espécies arbóreas.

As recomendações das autoridades e de veterinários apontam para evitar tocar nas lagartas ou nos ninhos nas árvores e manter crianças e animais de estimação afastados.
Há um outro conselho da PSP que é evitar varrer ou mexer nos ninhos, pois pode libertar pelos urticantes no ar.
Nos animais, o contacto pode causar lesões graves, sobretudo na língua e focinho, pelo que em caso de qualquer contacto ou reação alérgica, deverá procurar assistência médica ou veterinária.
A processionária ou lagarta do pinheiro (Thaumetopoea pityocampa Schiff.) é o principal inseto desfolhador dos pinheiros e cedros em Portugal e o seu nome advém-lhe do facto de constituir longas procissões de lagartas que se dirigem das árvores para o solo, onde irão crisalidar.