A Câmara da Sertã cancelou a realização do Festival de Gastronomia do Maranho e da Romaria a São Nuno de Santa Maria, devido à situação de calamidade que o concelho atravessa na sequência da passagem da depressão Kristin.
Em comunicado, o presidente da Câmara Municipal da Sertã refere que o concelho, vive tempos excecionais que implicam respostas também elas, excecionais.
Carlos Miranda sublinha que as prioridades enquanto concelho, ao longo de 2026, têm de ser a reconstrução do território, a proteção civil e o apoio às pessoas mais necessitadas.
“Decidimos por isso, no presente ano, fazer cortes significativos nas nossas despesas correntes, no sentido de podermos alocar mais verbas a estas três prioridades que referi”, vincou.
O autarca explica que para a reconstrução do território, conta com ajudas do governo central. Contudo, adianta que não sabe com quanto, nem quando.
“E, para podermos avançar de imediato, precisamos de dinheiro disponível, neste momento. Não podemos ficar à espera”, sustenta.
No que respeita à proteção civil, Carlos Miranda está preocupado com a imensa rede viária florestal que ficou inutilizada e que precisa de ser recuperada.
“Precisamos também de mais equipamento para reforçar a segurança do território. Na área social, depois de se acionarem os seguros e as ajudas do Governo, é provável que o município ainda tenha de intervir em situações de fragilidade social e económica”, disse.
Face à situação excecional que o concelho da Sertã enfrenta, de entre as medidas mais significativas tomadas pela autarquia, destacam-se o cancelamento do Festival do Maranho (que decorre normalmente em julho) e da Romaria a São Nuno de Santa Maria, que se realizaria, como habitualmente, no final de abril em Cernache do Bonjardim.
“Reitero tudo o que disse até aqui sobre estes dois grandes eventos são importantes para o desenvolvimento do concelho, são investimento. Contudo, neste momento temos outras prioridades: a reconstrução e a segurança do concelho, e as pessoas com mais necessidades”, conclui o autarca.
Carlos Miranda apela à compreensão da comunidade local, mas reforça que as circunstâncias excecionais implicam medidas excecionais.
“Se tudo correr bem, e com a união e ajuda de todos, voltaremos mais fortes em 2027”, afirma.
C/ Lusa