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Abrantes: Oferta formativa mantém aposta nos cursos profissionais alinhados com as necessidades das empresas (c/áudio)

5/07/2026 às 11:37

A Câmara Municipal de Abrantes voltou a destacar a aposta na diversificação da oferta formativa do ensino secundário e profissional para o próximo ano letivo, procurando responder às necessidades das empresas e do mercado de trabalho da região.

Na reunião do executivo municipal, a vereadora da Educação, Raquel Olhicas, apresentou a oferta disponível nos dois agrupamentos de escolas do concelho, na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes (EPDRA) e no CRIA – Centro de Recuperação e Integração de Abrantes.

No ensino científico-humanístico, os Agrupamentos de Escolas n.º 1 e n.º 2 mantêm os cursos de Ciências e Tecnologias, Línguas e Humanidades e Ciências Socioeconómicas. O Agrupamento n.º 1 continua ainda a oferecer Artes Visuais, enquanto o Agrupamento n.º 2 assegura o ensino artístico especializado de Música.

Ao nível dos cursos profissionais, o Agrupamento n.º 1 mantém os cursos de Técnico Auxiliar de Saúde, Técnico de Multimédia e Técnico de Desenvolvimento de Software. Na Escola Básica e Secundária D. Miguel de Almeida prosseguem ainda os cursos de Técnico de Desporto e Técnico de Turismo.

Já o Agrupamento n.º 2 disponibiliza os cursos de Técnico de Turismo, Técnico de Vendas e Marketing, Técnico de Design e Comunicação Gráfica e Técnico de Ação Educativa.

Na EPDRA, a oferta inclui os cursos de Técnico de Gestão Equina, Produção Agropecuária, Cozinha e Restauração, Vitivinicultura, Enologia e Enoturismo, sendo reforçada este ano com duas novas formações: Técnico de Gestão Ambiental e Técnico de Máquinas Florestais.

Segundo Raquel Olhicas, estes novos cursos procuram responder às características do território.

"Os cursos de Gestão Ambiental e de Máquinas Florestais surgem precisamente para responder à vasta floresta que temos no concelho e à grande dimensão do nosso território", explicou.

A vereadora destacou ainda a formação profissional certificada e adaptada promovida pelo CRIA, destinada a pessoas com deficiência ou incapacidade, que inclui os cursos de Operador Agrícola, Operador de Jardinagem, Mecânico de Serviços Rápidos e Operador de Serviços Gerais.

 

PSD questiona critérios e empregabilidade

Durante a discussão do tema, a vereadora do PSD, Ana Oliveira, quis saber como são identificadas as necessidades que justificam a abertura ou manutenção dos diferentes cursos e qual a articulação existente entre as escolas, as empresas e o ensino superior.

A social-democrata questionou igualmente quais os indicadores de empregabilidade dos alunos que concluem os cursos profissionais, defendendo que esses dados são fundamentais para avaliar o sucesso da oferta formativa.

 

Em resposta, Raquel Olhicas explicou que existe uma articulação permanente entre os coordenadores dos cursos e as empresas da região, quer para identificar necessidades de formação, quer para garantir os estágios dos alunos.

Como exemplo, referiu os cursos de Técnico Auxiliar de Saúde, desenvolvidos em articulação com a Unidade Local de Saúde, e o de Desenvolvimento de Software, cuja procura por parte das empresas continua elevada.

A vereadora reconheceu ainda que existe necessidade de formação na área da metalomecânica, lembrando que já existiram cursos nessa área, mas que acabaram por não avançar por falta de alunos.

"Está em cima da mesa e esperamos conseguir retomar essa oferta num futuro próximo", afirmou.

 

Quanto à empregabilidade, Raquel Olhicas adiantou que os cursos de Técnico Auxiliar de Saúde e Técnico de Ação Educativa apresentam uma rápida integração no mercado de trabalho, enquanto muitos alunos dos cursos de Software e Multimédia optam por prosseguir estudos no Instituto Politécnico de Tomar, onde existem licenciaturas nas respetivas áreas.

Proposta para reforçar ligação às empresas

Também durante a reunião, o vereador do PSD João Morgado sugeriu que a Associação Comercial e Empresarial de Abrantes possa integrar o Conselho Municipal de Educação, considerando que essa participação permitiria reforçar a ligação entre as escolas e o tecido empresarial, facilitando a identificação das necessidades de qualificação e a adequação da oferta formativa às exigências do mercado de trabalho.

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