O pastoreio como prevenção dos incêndios florestais tem sido incentivado e o fogo controlado está a ser mais usado do que nunca este ano, disse hoje aos deputados o novo líder da Agência de Gestão dos Fogos Rurais (AGIF).
Numa audição requerida pelo partido Chega sobre o relatório de atividades de 2025 do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Paulo Mateus lembrou que durante anos se deu primazia ao combate aos fogos, mas hoje há um novo caminho que privilegia a prevenção.
Nunca se fez tanto uso de "fogo bom" como na prevenção deste ano, disse, defendendo que é preciso criar também incentivos fiscais em sede de IMI e IRS para fomentar a limpeza dos terrenos.
“Temos a expectativa de fazer fogo controlado em larga escala para gerirmos combustível, reduzirmos o risco e atrairmos o investimento, e assim promovermos a valorização económica", argumentou.
Paulo Mateus reforçou que a gestão de combustível vai permitir resultados porque cria previsibilidade a quem já atua ou quer atuar no território, diminuindo a perceção do risco, ficando o investidor mais disponível para a atividade, para criar resiliência e evitar-se o abandono rural.
A maior dificuldade tem sido a instalação do sistema de monitorização e aperfeiçoamento dos dados florestais, cadastro que está previsto ficar concluído em 2030, disse aos deputados.
Para o presidente da AGIF, é uma medida muito útil, mas que precisa de ser regulamentada, a nova lei que, desde agosto, permite a um único herdeiro desencadear judicialmente a venda de imóveis que permaneçam indivisos há mais de dois anos por falta de acordo.
Lusa