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Abrantes: Unidade Móvel de Saúde começa a percorrer localidades do concelho. Serviço poderá ser alargado a mais povoações (c/áudio)

10/09/2026 às 09:17

Uma Unidade Móvel de Saúde da ULS Médio Tejo começou a percorrer localidades do concelho de Abrantes, levando consultas e cuidados de enfermagem às populações com maiores dificuldades de acesso aos serviços de saúde. O projeto arranca em Fontes, Martinchel, Vale das Mós e São Facundo, mas o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, admite que o modelo deverá ser avaliado e posteriormente alargado a outras localidades.

A informação foi avançada pelo autarca numa reunião do executivo municipal, onde explicou que a iniciativa pretende aproximar os cuidados de saúde das populações, num território marcado pela dispersão geográfica e onde existem cidadãos, nomeadamente idosos, com dificuldades de mobilidade.

A Unidade Móvel vai permitir o acompanhamento de pessoas com doenças crónicas, designadamente diabetes e hipertensão, vacinação e atualização do estado vacinal, tratamentos de enfermagem, administração de injetáveis e realização de rastreios.

Estão ainda previstas avaliações da tensão arterial, glicemia, peso e outros indicadores clínicos, ações de educação para a saúde e acompanhamento de idosos ou pessoas com mobilidade condicionada.

As equipas poderão também identificar outras necessidades dos utentes e proceder ao encaminhamento para profissionais ou serviços adequados, em articulação com as unidades de saúde, a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e outras estruturas da comunidade.

Nesta primeira fase, a Unidade Móvel estará às segundas-feiras em Fontes, das 9h30 às 12h00, e em Martinchel, das 14h00 às 16h00.

Às sextas-feiras, o serviço passa por Vale das Mós, entre as 9h30 e as 12h00, e São Facundo, das 14h00 às 16h00.

Manuel Jorge Valamatos sublinhou que esta é apenas a fase inicial e que o desenho do serviço poderá ser alterado em função da procura e das necessidades identificadas.

“Entendemos que a saúde deve estar perto das pessoas e, sobretudo, daquelas que têm mais dificuldade de mobilidade”, afirmou, considerando o projeto “muito relevante” para o concelho.

 

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes

Durante a reunião, o vereador do CHEGA Nuno Serra questionou os critérios utilizados para selecionar as quatro localidades abrangidas nesta fase inicial.

O eleito chamou particularmente a atenção para o Souto, referindo que a localidade não dispõe de farmácia nem de serviço de saúde e defendendo que a possibilidade de integrar o circuito da Unidade Móvel deverá ser analisada.

Nuno Serra observou ainda que duas das localidades inicialmente abrangidas pertencem à mesma freguesia, enquanto outras zonas do concelho continuam sem esta resposta.

 

Nuno Serra, vereador CHEGA CM Abrantes

Na resposta, Manuel Jorge Valamatos reconheceu que existem outras localidades onde o serviço poderá fazer sentido, apontando, além do Souto, exemplos como Alvega e Casa Branca.

“Unidades móveis é um avanço, agora temos que ir analisando”, afirmou.

O presidente da Câmara defendeu que a utilização do serviço deve ser permanentemente avaliada. Se uma paragem tiver pouca procura, considera que deverá ser ponderada outra localização; se, pelo contrário, existir uma forte adesão em todos os locais, deverá ser equacionado o reforço da resposta.

“Isto é dinheiro público, deve ser bem empregue. Se há um sítio que não está a ser muito utilizado, tem que se procurar outro”, afirmou.

 

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes

Valamatos admite, por isso, que o desenvolvimento do projeto possa passar por mais localidades, mais horas ou mais dias de funcionamento, defendendo que o objetivo deve ser aproveitar a Unidade Móvel para chegar às populações mais afastadas dos serviços de saúde.

 

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