A Galeria do Parque, em Vila Nova da Barquinha, recebe entre os dias 9 de junho e 5 de setembro, a exposição “ESCULTURA. TRANSMUTAÇÃO”, uma mostra composta por obras da Coleção de Arte Fundação EDP, com curadoria de Margarida Almeida Chantre, responsável pela coleção de arte portuguesa do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.
A inauguração está marcada para amanhã, dia 9 de junho, às 17h00, na Galeria do Parque, com entrada gratuita.
Esta é a terceira e última exposição realizada ao abrigo do protocolo de colaboração estabelecido em 2024 entre a Fundação EDP e o Município de Vila Nova da Barquinha, que permitiu trazer à Galeria do Parque três exposições temáticas da prestigiada Coleção de Arte Fundação EDP. Após as mostras “PINTURA. PROVOCAÇÃO” (2024) e “DESENHO. REVELAÇÃO” (2025), a escultura surge agora como tema central desta nova proposta expositiva.
Criada em 2000, a Coleção de Arte Fundação EDP reúne atualmente mais de 2.545 obras de mais de 345 artistas, constituindo um dos mais relevantes acervos privados de arte contemporânea portuguesa. A coleção abrange várias gerações de criadores, desde a década de 1960 até à atualidade, e contempla diferentes disciplinas artísticas.
Sob o conceito de “transmutação”, a exposição propõe uma reflexão sobre a escultura contemporânea enquanto prática artística em permanente transformação. A ideia de mudança — de matéria, forma, estado ou significado — assume-se como eixo central de uma seleção de obras que desafiam a visão tradicional da escultura enquanto objeto fixo e permanente.
A mostra reúne trabalhos de Maria José Oliveira, João Vieira, Vhils, Vasco Costa, Pedro Cabrita Reis, Manuel Baptista, João Ferro Martins, Joana Vasconcelos, Rodrigo Oliveira, Bruno Cidra, Claire de Santa Coloma e Carlos Bunga, artistas que exploram diferentes linguagens, materiais e processos criativos.
Segundo a curadora Margarida Almeida Chantre, as obras apresentadas transformam a escultura num “organismo em mutação”, onde materiais associados à durabilidade convivem com elementos efémeros, orgânicos ou industriais, criando tensões entre o natural e o artificial, o sólido e o frágil. A matéria deixa de ser apenas suporte para se tornar agente ativo de transformação, convocando o visitante para uma experiência sensorial e simbólica que ultrapassa a simples contemplação.
“ESCULTURA. TRANSMUTAÇÃO” propõe, assim, uma leitura da escultura como campo expandido de experimentação, onde construção e dissolução, presença e ausência coexistem, afirmando a transformação como condição essencial da própria obra.
A Galeria do Parque fica situada no edifício dos Paços do Concelho de Vila Nova da Barquinha, funciona de terça-feira a sábado, no horário das 14h00 às 19h00.
Encerra ao domingo e segunda-feira.
A entrada é gratuita.