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Covid-19: Internamentos continuam a baixar, com 15.482 infeções e 51 mortes em 24 horas

18/02/2022 às 18:16

Portugal registou 15.482 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, mais 51 mortes associadas à covid-19 e uma nova diminuição dos internamentos, indicou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico diário, hoje estão internadas 1.936 pessoas, menos 86 do que na quinta-feira, enquanto nas unidades de cuidados intensivos estão 127 pessoas, menos cinco, embora nem todos os internamentos se devam à covid-19, podendo ser motivados por outras patologias apesar da existência de infeção com SARS-CoV-2.

 

Portugal registou nas últimas 24 horas menos de 2.000 internamentos, o valor mais baixo do último mês, tendo-se verificado números idênticos a 16 de janeiro, quando estavam internados nas enfermarias dos hospitais 1.813.

Também os cuidados intensivos registam uma ocupação semelhante à do início de dezembro de 2021.

O número de casos ativos diminuiu hoje para 516.890, menos 21.279 do que na quinta-feira, e nas últimas 24 horas foram dadas como recuperadas 36.710 pessoas, para um total de 2.626.200 desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas deixaram de estar em vigilância 11.091 contactos, mas as autoridades de saúde ainda mantêm 534.151 pessoas nestas condições.

Desde março de 2020 foram infetadas em Portugal pelo menos 3.163.869 pessoas com o SARS-CoV-2 e foram declaradas 20.759 mortes associadas à covid-19.

Das 51 mortes com covid-19 nas últimas 24 horas, 19 aconteceram na região Norte, 13 na zona de Lisboa e Vale do Tejo, sete na região Centro, cinco no Algarve, quatro no Alentejo, duas na Região Autónoma dos Açores e uma na Região Autónoma da Madeira.

Por idades, uma das pessoas com covid-19 que morreram nas últimas 24 horas tinha entre 40 e 49 anos, uma outra entre 50 e 59, quatro entre 60 e 69 anos, 14 entre 70 e 79 anos e 31 tinham 80 anos ou mais.

A maior parte dos novos contágios foi diagnosticada na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 5.272 infeções, seguindo-se o Norte, com mais 4.073, o Centro (3.014), o Algarve (1.021), o Alentejo (926) os Açores (650) e a Madeira (526).

Desde o início da pandemia, em março de 2020, a região de Lisboa e Vale do Tejo registou 1.122.343 casos e 8.633 mortes.

Na região Norte registaram-se 1.207.201 infeções e 6.350 óbitos e a região Centro tem agora um total acumulado de 470.689 infeções e 3.678 mortes.

O Algarve totaliza 127.770 contágios e 673 óbitos e o Alentejo soma 111.284 casos e 1.160 mortos por covid-19.

A Região Autónoma da Madeira soma desde o início da pandemia 73.701 infeções e 182 mortes e o arquipélago dos Açores 50.881 casos e 83 óbitos.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

De acordo com DGS, foram contabilizados 1.474.712 casos de infeção em homens e 1.686.344 em mulheres, havendo 2.813 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Desde março de 2020 morreram 10.923 homens e 9.836 mulheres de covid-19.

 

Incidência e índice de transmissibilidade continuam a descer

O índice de transmissibilidade (Rt) nacional do coronavírus SARS-CoV-2 registou uma nova descida para 0,74 e a incidência de infeções voltou a baixar, estando agora nos 3.853,1 casos por 100 mil habitantes, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde.

Segundo o boletim diário sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal, a taxa de incidência a nível nacional passou de 4.390,9 casos de infeção por 100 mil habitantes a 14 dias na quarta-feira para 3.853,1.

 

Considerando apenas Portugal continental, este indicador registou também uma descida de 4.385,9 casos por 100 mil habitantes para 3.833,4.

O Rt - que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – e que estava em 0,76 na quarta-feira, voltou hoje a descer a nível nacional, para os 0,74, tendo também baixado em Portugal continental, onde passou de 0,75 para 0,73.

Os dados do Rt e da incidência de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias - indicadores que compõem a matriz de risco de acompanhamento da pandemia - são atualizados pelas autoridades de saúde à segunda-feira, à quarta-feira e à sexta-feira.

 

Todas as regiões com Rt abaixo de 1 e média de infeções desce para 17 mil

Todas as regiões do país registam um índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 inferior a 1 e o número médio de infeções diárias caiu de mais de 31 mil para cerca de 17 mil.

Segundo o relatório semanal sobre a curva epidémica do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) hoje divulgado, as sete regiões apresentam um valor inferior ao limiar de 1 na média a cinco dias do Rt, indicador que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de uma pessoa portadora do vírus que causa a covid-19.

Em relação ao último relatório, o Rt no Norte baixou de 0,85 para 0,67, sendo essa a região com o valor mais baixo, no Centro de 0,95 para 0,76, em Lisboa e Vale do Tejo de 0,87 para 0,75, no Alentejo de 0,96 para 0,85 e no Algarve de 0,96 para 0,86.

Em relação às regiões autónomas, os Açores estão agora também com um Rt abaixo de 1 – passaram de 1,02 para 0,86 -, enquanto a Madeira registou um crescimento de 0,74 para 0,85.

De acordo com o INSA, a média de casos diários de infeção nos últimos cinco dias sofreu uma redução significativa, passando dos 31.558 do último relatório para os atuais 17.014 a nível nacional.

Apesar da melhoria dos indicadores da pandemia, todas as regiões apresentam ainda uma “taxa de incidência superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias”, adianta ainda o INSA.

 

Corvo e Vimioso são os únicos concelhos abaixo de nível máximo de incidência

O concelho do Corvo, na região autónoma dos Açores, e Vimioso são esta semana os únicos municípios portugueses abaixo do nível máximo de incidência de contágios pelo coronavírus SARS-CoV-2.

Nas últimas duas semanas, o município açoriano era o único concelho que não ultrapassava 960 ou mais contágios por 100 mil habitantes e, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde, mantém-se abaixo desse patamar, com uma incidência cumulativa de 213 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Esse é o patamar mais alto dos sete definidos pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças para este indicador.

Esta semana, da lista de concelhos abaixo do nível máximo consta também o concelho de Vimioso, que regista 884 casos por 100 mil habitantes.

Entre os restantes 306 concelhos com incidência mais alta destacam-se Santa Cruz da Graciosa (8.064), Lagoa (7.159), Fronteira (6.785), Ponta Delgada (6.989) e Monforte (6.785), todos eles com valores inferiores aos máximos da sexta-feira passada.

 

A covid-19 provocou pelo menos 5.848.104 mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

C/ Lusa e DGS

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