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Brigada Mecanizada: «Trail Rota da Hakea» volta com mais uma edição solidária (C/ Áudio)

16/05/2026 às 09:53

No dia 30 de maio de 2026, a Brigada Mecanizada, em coordenação com o Batalhão de Infantaria Pesado e em cooperação com a Câmara Municipal de Abrantes, irá realizar a VIII edição do “Trail Rota da Hakea”.

O Trail foi apresentado oficialmente esta quinta-feira, na Brigada Mecanizada, no Campo Militar de Santa Margarida e foi o tenente coronel de Infantaria, Marco André Reis Silva, que informou que se trata de “um evento de Trail Running, que tem como objetivo proporcionar aos atletas novas experiências”, em comunidade com o Exército, que percorre trilhos e caminhos “de grande beleza” nos concelhos de Abrantes, Constância e Chamusca, enquadrado nas vertentes de Trail Longo (25km), Trail Curto (16km) e Caminhada (9 km).

Relativamente às características das provas, Marco André Reis Silva explicou que o Trail Longo é uma prova de corrida pedestre em natureza, com distância aproximada de 25 km, que percorre trilhos, caminhos agrícolas e florestais e linhas de água nos concelho de Abrantes, Constância e Chamusca, “sendo esta prova adequada a atletas mais experientes devido às condicionantes técnicas, altimétricas e de quilometragem da prova”.

O Trail Curto é uma prova de corrida pedestre em natureza com distância aproximada de 16 km, que percorre igualmente trilhos, caminhos agrícolas e florestais e ribeiras. A prova tem um grau de dificuldade menor, comparativamente com o Trail Longo, em todas as vertentes, técnica, altimétrica e quilometragem, “pelo que é a prova indicada a atletas menos experientes”.

Já a caminhada, tem como principal objetivo a promoção de hábitos de vida saudáveis e terá lugar em paralelo às provas de carácter competitivo. A caminhada será de cerca de 9 km. Neste percurso, os participantes terão a oportunidade de conhecer uma das viaturas militares e percorrer um pequeno percurso no interior das mesmas.

O tenente coronel de Infantaria deixou ainda um apelo aos participantes, “por razões de segurança”.

“É importante que todos os participantes no Trail Rota da Hakea tenham em consideração a sua condição física” e que cumpram alguns requisitos, nomeadamente “estarem conscientes das dificuldades da prova em que vão participar, que assegurem que têm o treino físico e mental necessário para concluir a prova, que assegurem a autonomia entre dois postos de abastecimentos em termos de alimentação, hidratação e equipamento e que cumpram todas as regras de segurança determinadas pela organização”, disse.

 

Por parte da Câmara Municipal de Abrantes esteve o vereador do Desporto. Luís Filipe Dias falou do “compromisso financeiro” da câmara com a prova mas exaltou, acima de tudo, “o compromisso solidário” e “a valorização do património natural”.

“A forma como os senhores tiveram aqui também a ousadia, mas também a honradez, de levar um trail de uma dimensão competitiva, mas para uma causa relevante do ponto de vista solidário, naturalmente, até por aquilo que tudo aquilo que o desporto representa, enobrece a ação de todos aqueles que têm feito construir esta prova”, disse.

Luís Filipe Dias relembrou as questões do respeito pela natureza, “as questões da transição verde”, mas também evidenciou “o propósito maior da fundação do Centro Interpretativo da Ribeira do Alcolobre, que é também para dar corpo a momentos como este”.

No final, manifestou a disponibilidade da Câmara para apoiar este tipo de ações e agradeceu à Brigada Mecanizada que, “numa altura tão fraturante da nossa história mundial e tudo aquilo que de alguma forma também a instituição militar carrega todos os dias na defesa da nossa soberania enquanto membros portugueses, enquanto europeus, enquanto membros da NATO, é para nós muito relevante que tenham, até na multiplicidade das vossas ações, tempo para estas ações”.

 

O beneficiário dos bens recolhidos nesta prova solidária volta a ser o Centro Social e Paroquial Nossa Senhora da Oliveira, de Tramagal. Em nome da Direção esteve António Veiga que começou por agradecer e lembrar que ”a nossa missão é mesmo esta, a nossa missão é ser solidário, solidário com o outro, solidário com quem todos os dias convive connosco. Portanto, nada melhor do que estarmos enquadrados nesta feliz parceria entre a Câmara Municipal de Abrantes e a Brigada Mecanizada”.

No ano passado, foram recolhidas mais de duas toneladas de bens, o que “foi muito bom e até há bem pouco tempo, ainda tínhamos alguns produtos de higiene”.

Para este ano, a expetativa é a “de não baixar o número”. Por isso, apelou a todos os participantes para que “colaborem, porque nós estamos cá para dar efetivamente o caminho correto a tudo aquilo que é angariado”.

O Centro Social e Paroquial Nossa Senhora da Oliveira apoia diariamente mais de 120 pessoas. “Apoiamos 27 famílias através do Banco Alimentar e conseguimos sempre reforçar aquele cabaz mensal com um gel de banho, que é uma coisa tão simples, ou com uma pasta de dentes, ainda mais simples, mas todos esses produtos resultam do ato benevolente das pessoas, daquilo que é a solidariedade das mesmas e deixa-nos muito satisfeitos”, afirmou António Veiga.

  

A VIII edição do “Trail Rota da Hakea” tem este ano como padrinhos, os atletas Luís Mota e Ana Rodrigues. Luís Mota marcou presença na apresentação da prova e disse ser “uma honra enorme” ter sido convidado para apadrinhar a prova que, “para além de ser uma manifestação de atividade física para todos, (...) é uma união entre as pessoas e uma causa social que nos nossos dias é extremamente importante. Dizer-vos que o desporto tem esta vantagem, que é de união e de aproximar pessoas. E eu acrescento que é também de ajudar aqueles que mais precisam”.

O ultramaratonista destacou o caráter gratuito da inscrição na prova, “é raro haver provas gratuitas, porque as organizações também têm despesas e têm custos”, mas, “todos os que se juntaram para apoiar, desde o Município, às Juntas de Freguesias e as respetivas entidades que apoiam, permitem que os atletas venham e compartilhem com algo solidário para ajudar quem necessita”.

 

Encerrou a sessão o comandante da Brigada Mecanizada, o brigadeiro-general António de Oliveira que disse que o Trail Rota da Hakea “tem três dimensões”.

A primeira dimensão que é do treino físico, a segunda dimensão da colaboração institucional e a terceira dimensão do caráter solidário que ela encerra. “O treino físico, a primeira dimensão, é algo que é muito caro aos militares. Como sabem, há um culto do treino físico para garantir a capacidade dos militares para desempenhar as suas funções e as suas missões. Aqui, associam também a parte do treino físico à componente lúdica, mas também à componente ambiental. Foi também referido o Campo Militar de Santa Margarida, que é de longe o maior campo militar do país, tem 6.700 hectares. O Campo Militar de Santa Margarida é um campo que é certificado ambientalmente. Nós somos a unidade militar que mais vezes ganhou o prémio ou o segundo prémio do ambiente, que foi instituído, em conjunto, pelo Ministério da Defesa e pelo Ministério do Ambiente. Portanto, é uma feliz coincidência fazer congregar no mesmo evento o treino físico e toda esta componente de natureza e de ambiente”.

Depois, “naturalmente, é o caráter institucional. Isto permite uma ligação da parte militar através da Brigada Mecanizada com a Câmara de Abrantes, de forma indireta com as câmaras vizinhas, desde logo a Chamusca, que o percurso também passa por lá. Isto é muito importante porque nestes territórios que têm baixa densidade populacional, tudo aquilo que nós conseguirmos alavancar, as experiências que conseguirmos trazer, são verdadeiramente importantes”.

Já a terceira dimensão, trata a questão da solidariedade. “A parte solidária é muito importante para nós. Já foi referido a São Silvestre, que este ano bateu todos os recordes, quer em termos de participações, quer em termos de doações. Foi importante, num período difícil que foi aquela sequência de tempestades, todo o apoio e a honra que nos deu apoiar todos estes concelhos aqui à volta e outros. Portanto, para nós, militares, e para o Exército, para a Brigada Mecanizada, a questão solidária é uma questão que nos toca fundo e com a qual nos sentimos muito honrados em participar. Ainda por cima, para uma instituição que é apadrinhada pela Árvore da Sabedoria. A oliveira”.

O comandante avançou ainda com “uma outra coincidência”. É que “nós andamos a ver o que é que aguenta mais tempo, se é a Rota da Hakea, se é a própria hakea”.

“Portanto, há aqui uma coincidência feliz no nome. (...) Porque se a nossa persistência, a nossa vontade de ajudar, a nossa vontade de mantermos a preocupação com o ambiente, a preocupação com o treino físico, for tão resistente e resiliente, como se diz agora, como a hakea, claramente temos o sucesso garantido”, assegurou o brigadeiro-general António de Oliveira.

 

Todas as provas têm início na parada do Batalhão de Infantaria Pesado. As duas primeiras provas podem ser consideradas provas de carácter competitivo, uma vez que existem classificações e prémios.

Com um limite máximo de 700 participantes, esta iniciativa assume também um forte cariz solidário, sendo a inscrição efetuada mediante a entrega de bens alimentares não perecíveis, produtos de higiene/ limpeza ou brinquedos, que reverterão a favor do Centro Social e Paroquial Nossa Senhora da Oliveira, de Tramagal.

Quem não tiver interesse em participar nas provas mas quiser fazer a sua doação solidária, pode fazê-lo num dos pontos de recolha instalados na Batalha de Infantaria Mecanizado, sendo possível fazer a doação no dia da prova, na Junta de Freguesia de Tramagal, na Junta de Freguesia de Santa Margarida da Coutada, no RAME, em Abrantes ou no RE1, em Tancos.

As inscrições já estão abertas e pode inscrever-se até ao dia 25 de maio através do link: https://www.trilhoperdido.com/evento/VIII-Trail-Rota-da-Hakea

 

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