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CIM Alto Alentejo: Nova aldeia do Pisão deverá contar com «cerca de 114 habitações»

26/04/2026 às 13:28
A população do Pisão foi conhecer a Aldeia da Luz

A futura aldeia do Pisão, no concelho do Crato, distrito Portalegre, projetada construir na sequência da obra de uma barragem, vai contar com “cerca de 114 habitações”, numa área aproximada de “8,1 hectares”, foi hoje divulgado.

O projeto de construção do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato (EAHFMC), também conhecido por Barragem do Pisão, ocupará uma área de 10 mil hectares e implicará a submersão da atual aldeia de Pisão.

Fonte da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), que gere o projeto, disse à agência Lusa que a construção da nova aldeia “deverá arrancar no início de 2027”, devendo, depois, os trabalhos ficarem concluídos “no começo do ano de 2029”.

A nova aldeia, que deverá ser “uma réplica” da atual, vai ser construída a dois quilómetros a norte da aldeia que ficará submersa, junto ao lugar do Monte da Velha.

Numa nota enviada à Lusa, a CIMAA explica que os “8,1 hectares” da nova aldeia incluem também áreas reservadas à sua expansão.

A área habitacional, segundo a CIMAA, poderá situar-se em cerca de “9.600 metro quadrados (m2)”, correspondente a “cerca 114 habitações”, podendo também “sofrer alterações” em função das “opções finais de indemnização ou realojamento” a serem escolhidas pelas famílias, fatores que “terão influência direta” no desenho final do plano de pormenor.

As tipologias habitacionais propostas procuram adaptar-se às diferentes frentes urbanas existentes na aldeia atual, “variando entre frentes de seis metros e 16 metros”, para “preservar a escala, o ritmo, a memória e o espírito” da aldeia.

“Até ao momento, foram desenvolvidos estudos preliminares de tipologias habitacionais entre T1 e T4, cuja maioria apresenta áreas indicativas entre 80 m² e 150 m²”, lê-se na nota.

De acordo com a CIMAA, estes estudos preliminares vão ser “objeto de avaliação e discussão” com a população durante o mês de maio.

“Para além da componente habitacional, a nova aldeia do Pisão integra ainda áreas destinadas a comércio, junta de freguesia, centro interpretativo/espaço memória, espaço multiusos, espaços verdes, circuitos pedonais, miradouro, estacionamento e estruturas locais de apoio, incluindo extensão de saúde”, acrescentam.

Outra fonte da CIMAA indicou à Lusa que na atual aldeia de Pisão, que ficará submersa na sequência da construção da barragem, residem permanentemente entre “65 a 70 pessoas”.

A Barragem do Pisão, considerada estratégica para a resiliência hídrica do distrito de Portalegre, será financiada através do programa Sustentável 2030, recorrendo a verbas do Fundo de Coesão, após aprovação da transferência pela Comissão Europeia.

Com um investimento superior a 220 milhões de euros, a barragem visa garantir o abastecimento público de água, criar novas zonas de regadio e fomentar a produção de energia renovável.

A CIMAA apresentou hoje à população o projeto da nova aldeia, no Auditório Municipal do Crato.

No decorrer da sessão, foi ainda apresentado o gabinete pluridisciplinar, que integra técnicos da CIMAA e do Município do Crato, de várias áreas como engenharia, ambiente, ação social, sociologia, arquitetura, arqueologia e jurídico, para assegurar um “acompanhamento próximo e contínuo” ao longo de todo o processo.

Este gabinete, segundo a CIMAA, visa “apoiar as famílias, esclarecer dúvidas e garantir uma comunicação transparente”.

Lusa

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