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Mau tempo: Proteção Civil distrital alerta para cheias no Tejo e afluentes (c/áudio)

2/02/2026 às 19:41

O Médio Tejo mantém-se em “duplo alerta”, após a passagem da tempestade Kristin na quarta-feira e agora com o risco acrescido de cheias nas próximas semanas, num território com solos saturado e caudais elevados no Tejo e Zêzere. As previsões meteorológicas para os próximos dias são adversas.

Perspetiva-se que o território de Portugal seja atravessado por diversas superfícies frontais que transportam muita água. Para o início da próxima semana Portugal pode voltar a ser assolado por outra depressão, que já tem nome: Leonard.

Desta forma a Comissão Distrital de Proteção Civil, em Conferência de Impressa, indicou que deverá haver uma subida do nível das águas dos rios nas respetivas bacias hidrográficas. Ou seja, não apenas aumento do caudal do Tejo, mas também de todos os afluentes incluindo ribeiras de menor dimensão, mas que podem causar constrangimentos.

David Lobato, Comandante Subregional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, começou por referir que se encontram ativos 11 planos municipais de emergência no Médio Tejo e foi reforçada a monitorização permanente da subida dos leitos dos rios, no âmbito da ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, que garante mecanismos de coordenação reforçados a nível nacional.

Estes territórios, é previsível, que continuem a ser afetados com períodos de chuva e vento forte, agravando-se um cenário de risco para pessoas e bens com a eventualidade de existirem situações de cheias e inundações, com a subida dos caudais dos rios, num território já afetado pelas consequências da recente depressão Kristin.

 

 

O Comandante Subregional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo salientou que há um reforço de equipas a realizar a monitorização permanente da subida dos leitos e que “os meios estão no terreno, preparados para agir”.

Já o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil, da Câmara Municipal de Abrantes e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, aproveitou a ocasião para agradecer “a todas as estruturas da Proteção Civil que estão há vários dias envolvidas neste processo de apoio às nossas comunidades” e também “aos cidadãos pelo sentido de responsabilidade, cidadania e solidariedade sempre presente”, pedindo a todos “que cumpram as regras, as normas e as orientações da Proteção Civil para todos em conjunto ultrapassarmos estes momentos difíceis que a nossa região está a viver”.

Na sequência da tempestade Kristin, há áreas fragilizadas, com habitações danificadas, telhados soltos, queda de árvores e postes.

Manuel Jorge Valamatos, avançou que, no concelho de Abrantes “ainda temos dezenas de habitações sem energia” e mencionou a campanha de recolha de lonas e telhas para as populações afetadas no nosso concelho e nos concelhos vizinhos que está a decorrer, sendo que os interessados em colaborar poderão entregar os donativos no estaleiro municipal, sito na Zona Industrial de Abrantes (norte) ou nas Juntas de Freguesia.

 

Neste momento, com o Castelo de Bode a aliviar o armazenamento [dia 30 estava com 98% e às 16 horas desta segunda, dia 2, com 84% da sua capacidade), há possibilidade de encaixar toda a água dos próximos dias, podendo haver aumentos de caudais das barragens do Tejo. Ou seja, uma gestão de pequenas cheias para evitar uma grande cheia.

David Lobato vincou que há uma capacidade de encaixe do Castelo de Bode para receber a pluviosidade e o degelo da zona serrana, onde a neve chegou aos 40, 50 centímetros de altura.

“Mas esta capacidade de encaixe do Castelo de Bode é muito importante, porque permite travar, para que o Tejo possa largar um bocadinho mais. Aliás, o que tem acontecido até este momento é o Fratel a travar um bocadinho para o Castelo de Bode também largar. E esse trabalho, eu acho que está a ser muito bem-feito e muito bem articulado por parte da gestão das barragens.”

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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