A Câmara da Chamusca ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil face ao risco de agravamento do estado do tempo nos próximos dias e a possibilidade de cheias e inundações, informou a autarquia.
Em comunicado, a Câmara da Chamusca, no distrito de Santarém, refere que a ativação do plano foi decidida na segunda-feira, na sequência de uma reunião extraordinária da comissão de Proteção Civil, para avaliar o impacto da passagem da depressão Kristin no concelho, na semana passada, “coordenar os meios disponíveis e assegurar uma resposta integrada, rápida e eficaz”.
Assim, e face à persistência das condições meteorológicas adversas e ao risco de agravamento nos próximos dias, nomeadamente a possibilidade de cheias e inundações, a Comissão Municipal deliberou por unanimidade ativar o plano de emergência, refere a autarquia.
Segundo o município, a depressão Kristin provocou danos em diversos pontos do concelho, existindo ainda “a necessidade de prosseguir os trabalhos de reposição das infraestruturas afetadas”, bem como de garantir o apoio continuado às populações mais vulneráveis.
Na nota é ainda referido que a ativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil vai permitir reforçar a articulação entre todas as entidades de socorro, segurança, saúde e apoio social.
A Câmara apela à população para que siga “rigorosamente as indicações das autoridades”, evite deslocações desnecessárias nas zonas afetadas e reporte qualquer situação de risco às entidades competentes.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Lusa