CHMT: Hospitais do Médio Tejo e de Santarém unem-se para facilitar acesso a serviços de Nefrologia

5/01/2022 às 15:45
Casimiro Ramos e Ana Infante assinam o protocolo

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e o Hospital Distrital de Santarém (HDS) assinaram hoje um protocolo que visa a "criação de sinergias" para facilitar o acesso dos doentes renais crónicos do distrito a consultas e tratamentos de Nefrologia.

A partir de agora, e na sequência desta “união de esforços” entre os dois hospitais da esfera do Serviço Nacional de Saúde (SNS), as consultas de Nefrologia no hospital de Santarém passam a ser asseguradas mensalmente pelo quadro médico do CHMT nas instalações do HDS, em Santarém, com o objetivo de “evoluir gradualmente para consultas semanais”, disse à Lusa o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMT, que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas. 

“O CHMT encara com grande expectativa o desafio de levar cuidados de saúde diferenciados da especialidade de Nefrologia à população de Santarém. O nosso quadro médico e todos os recursos humanos, meios de diagnóstico e de tratamento associados à doença renal crónica passam a ser incondicionalmente disponibilizados aos utentes do HDS, numa lógica de proximidade, evitando custos e deslocações para os doentes”, afirma Casimiro Ramos, Presidente do Conselho de Administração do CHMT. Casimiro Ramos adianta que estão a ser estudadas outras parcerias ambas: “Este é um primeiro protocolo, mas muitos outros poderão ser estabelecidos, numa lógica de racionalização da capacidade instalada das duas instituições assente numa lógica de proximidade”.

Casimiro Ramos, presidente CA CHMT

Estes tratamentos, notou o gestor hospitalar, podem incluir, entre outros, a “transplantação renal, a hemodiálise crónica, técnicas depurativas extracorpóreas e diálise peritoneal”, serviços que são disponibilizados no Serviço de Nefrologia do CHMT.

Neste sentido, acrescentou, “está também em preparação a realização de um protocolo no âmbito do serviço de Nefrologia por profissionais do CHMT no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria”, também no distrito de Santarém.

Com este acordo de parceria, cerca de uma centena de doentes renais crónicos do HDS, que tinham o seu acompanhamento assegurado até hoje através de um protocolo com o Hospital de Santa Maria/Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLUN), veem garantida através do CHMT uma “continuidade de cuidados de saúde diferenciados de excelência, numa lógica de proximidade” no âmbito de um trabalho de “complementaridade e racionalização de recursos do SNS”.

A presidente da administração do HDS, Ana Infante, destacou a “otimização de recursos” em causa nesta iniciativa.

“É com grande satisfação que hoje estabelecemos este protocolo com o CHMT, que explora as sinergias e as potencialidades de cada uma das instituições, colocando-o ao serviço da população do Distrito de Santarém”, afirmou Ana Infante, presidente do Conselho de Administração do HDS, garantindo que “os resultados desta parceria serão visíveis em muito curto espaço de tempo”.  

Ana Infante, presidente CA Hospital Santarém

Ana Vila Lobos, diretora do serviço de Nefrologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo, explicou do ponto de vista técnico aquilo que vai ser a concretização deste protocolo entre os dois Hospitais. A médica frisou que o serviço tem médicos necessários para se avançar para este acordo. Ao fim e ao cabo, é melhorar as condições de um serviço no território do distrito de Santarém.


Ana Vila Lobos, diretora serviço Nefrologia CHMT

Ana Vila Lobos, diretora serviço Nefrologia CHMT

Segundo as entidades envolvidas no processo, a “relevância e racionalidade” do protocolo de cooperação “enquadra-se numa tendência nacional de crescimento anual da doença renal crónica avançada (de nível 5) superior à média dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico]”, apresentando Portugal “das taxas mais elevadas de incidência e prevalência na Europa”.

Os pilares do protocolo hoje assinado, que pretende “responder em tempo útil e de forma diferenciada às necessidades dos utentes do HDS”, assentam em “prevenir e tratar a patologia renal crónica o mais precocemente possível e oferecer aos utentes uma melhor acessibilidade a uma consulta de especialidade hospitalar numa lógica de proximidade”.

C/ Lusa

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