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Tráfego induzido pelos descontos na A23 aumentou 05%, sobretudo pesados

2017-02-22

O ex-diretor-geral da Scutvias, Pinho Martins, disse hoje que o tráfego induzido na autoestrada da Beira Interior (A23) pelo desconto nas portagens desde agosto de 2016 foi de mais 05%, sendo mais significativo nos pesados do que nos veículos ligeiros.

"Nos primeiros seis meses, o impacto não foi muito grande nos ligeiros. Os [veículos] pesados foram mais atraídos pelo desconto e sentiu-se a diferença. Mas estes [veículos], pesam pouco, pois os ligeiros são a grande massa e o impacto não foi grande", explicou o ex-diretor-geral da empresa.

Pinho Martins, hoje substituído no cargo por Pinto da Silva, após a SDC Investimentos ter alienado à espanhola Globalvia Inversiones as participações na Autoestrada da Beira Interior, esclareceu que, apesar destes dados, é ainda prematuro falar desse impacto antes de se passar pelo menos um ano.

Realçou ainda que a 31 de julho de 2016, portanto antes da entrada em vigor do desconto de 15% nas portagens, a concessionária já estava com um crescimento de 05%: "Fechámos o ano de 2016 com 6,9% de tráfego geral".

Pinho Martins disse mesmo que a forma de captar tráfego não pode ser através do preço da portagem, mas sim através da satisfação do cliente, facilitando-lhe a vida.

E, neste âmbito, a concessionária da A23 tem já preparado um conjunto de novos serviços que irão entrar em funcionamento brevemente, como por exemplo o pagamento de portagens eletronicamente via ‘site' da Scutvias, ou ainda o condutor passar a receber uma mensagem no seu telemóvel quando há problemas na autoestrada.

A empresa vai ainda instalar nas estações de serviço do Fundão e de Abrantes sistemas rápidos de carregamento para veículos elétricos.

O novo diretor-geral da Scutvias explicou que, sendo o seu primeiro dia à frente da concessionária, era prematuro estar a falar do futuro.

Apesar disso, Pinto da Silva, que veio da Autoestrada Transmontana, disse que o investimento em Portugal dos novos acionistas maioritários da Scutvias, é “um sinal que confiam no país”.

“Isto, para nós [portugueses], é muito importante, porque fomos capazes de convencer estrangeiros a colocar cá capital".

Sobre o futuro, adiantou que o objetivo de qualquer gestão é tentar sempre trabalhar para fazer mais e melhor: "Há um investimento privado muito forte que foi feito aqui".

Lusa

2017-02-22