Esta quarta-feira, 20 de maio, assinala-se o Dia Mundial da Abelha, proclamado pela ONU em 2017 e que teve a primeira “comemoração” em 2018.
As abelhas são fundamentais para a manutenção da biodiversidade e essenciais à vida na terra como também constituem uma fonte de rendimento.
Mas, cada vez mais, as abelhas enfrentam perigos crescentes. Desde a destruição da floresta pelos incêndios, às alterações climáticas e, mais recentemente, o maior perigo que são as vespas asiáticas.
De acordo com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) atualmente reconhecem-se mais de 200 000 de espécies animais polinizadores, a grande maioria das quais são selvagens, e que incluem borboletas, aves, morcegos e mais de 20 000 espécies de abelhas.
Mas, os polinizadores estão cada vez mais "ameaçados pela perda de habitat, por práticas agrícolas insustentáveis, pelas alterações climáticas e pela poluição. O declínio das espécies polinizadoras põe em risco a produção alimentar, aumenta os custos de produção e pode ter efeitos devastadores no futuro do nosso abastecimento alimentar."
As abelhas e outros polinizadores são essenciais para uma agricultura sustentável e para o equilíbrio ecológico, permitindo a produção de mais de 75% das culturas mundiais, incluindo frutas, legumes, frutos secos e sementes. Para além de aumentar o rendimento das culturas, os polinizadores melhoram a qualidade e a diversidade dos alimentos, e também são indicadores da saúde ambiental. Fornecem informações sobre os ecossistemas e o clima e contribuem para a biodiversidade, a fertilidade dos solos, o controlo de pragas e a regulação do ar e da água.