Dos 345 cortes totais de estrada provocados pelas intempéries do início do ano, 93% já estão resolvidos. Na ferrovia, permanecem troços interrompidos nas linhas da Beira Baixa e do Oeste.
A Infraestruturas de Portugal (IP) mantém os trabalhos de recuperação dos danos provocados pelas intempéries que atingiram o país no início de 2026, estando agora as intervenções concentradas nas situações de maior complexidade técnica.
De acordo com a empresa, o mau tempo provocou 345 cortes totais de estrada e obrigou à interrupção da circulação em 11 troços ferroviários. Desde os primeiros momentos, as equipas foram mobilizadas para repor as condições de circulação, tendo como prioridade a segurança dos utilizadores.
Dos cortes rodoviários registados, 93% já foram resolvidos. Permanecem encerradas 20 estradas, enquanto na rede ferroviária subsistem interrupções em troços de duas linhas: a Linha da Beira Baixa e a Linha do Oeste.
A recuperação e o reforço da resiliência das infraestruturas afetadas representam um investimento global estimado em 400 milhões de euros.
Ao longo dos últimos meses foi restabelecida a circulação em várias estradas, entre as quais a EN9-2, em Mafra, a EN248-2, no Sobral de Monte Agraço, a EN342, entre Arganil e Góis, e a EN347, em Penela.
Segundo a Infraestruturas de Portugal, os troços que permanecem encerrados correspondem às ocorrências mais complexas. A dimensão dos danos obriga à realização de estudos geológicos e geotécnicos, à definição de soluções específicas de engenharia e à execução de intervenções estruturais.
O objetivo é garantir a estabilidade das infraestruturas antes da reabertura ao trânsito, não comprometendo a segurança para acelerar a reposição da circulação.
Na ferrovia, continuam também em curso os trabalhos necessários à recuperação dos troços interrompidos nas linhas da Beira Baixa e do Oeste. A empresa não adiantou, neste comunicado, datas para a reposição integral da circulação.
A IP afirma que cada ocorrência tem sido sujeita a uma avaliação técnica rigorosa, de forma a definir as soluções mais adequadas às características e à dimensão dos danos encontrados.
Os trabalhos decorrem em articulação com as autarquias, forças de segurança, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e outras entidades. Nos locais onde se mantêm condicionamentos, estão a ser implementados percursos alternativos e soluções destinadas a reduzir os impactos nas populações e na atividade económica.
Perante a crescente frequência e intensidade dos fenómenos meteorológicos extremos, a Infraestruturas de Portugal considera necessário reforçar a resiliência das redes rodoviária e ferroviária e prepará-las para futuros episódios de mau tempo.