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Abrantes: O projeto da Endesa, o novo Ponto de Injeção na Rede e o leilão da potência remanesecente da central a carvão (c/áudio)

5/03/2026 às 10:15

A energética espanhola Endesa prevê iniciar a construção do projeto associado à reconversão da central do Pego, em Abrantes, em 2027, depois de, há um ano, ter já assumido "algum atraso" no calendário.
A Endesa anunciou, a 24 de fevereiro, uma atualização do plano estratégico da empresa para o período 2026–2028, em que prevê 10.600 milhões de euros de investimentos globais, 3.000 milhões dos quais para energias renováveis.

É neste contexto que refere o projeto "de transição justa do Pego (Portugal), cuja construção está previsto que arranque em 2027".3

O projeto da central elétrica do Pego avança "talvez com algum atraso" em relação ao previsto, afirmou então, em 27 de fevereiro de 2025, o presidente executivo da Endesa (CEO), José Bogas, numa conferência de imprensa em Madrid.

José Bogas lembrou que o projeto tem várias partes, que "vão conseguindo as declarações de impacto ambiental", e afirmou que avançava "corretamente".

Questionado sobre esta nova data, à margem da reunião do executivo municipal, o presidente Manuel Jorge Valamatos começou por frisar que ponto de injeção na rede é uma estrutura importantíssima para o desenvolvimento económico desta região. Notou que foi importante quando a central termoelétrica de carvão estava a funcionar. Ou seja, é fundamental em dois patamares: para receber quem produz energia, bem como quem consome energia.

O projeto da Endesa resulta do encerramento da central a carvão e da presença deste ponto de injeção. ~

Manuel Jorge Valamatos recordou que é “um projeto de 700 milhões de euros no nosso concelho e no território. Tem, obviamente, associado postos de trabalho, dinâmica económica, produção de energia. E há muito que desejamos que este projeto esteja afirmado.”

Por outro lado, há a certeza de que a Endesa Generacion vai ter a sua sede em Abrantes, na zona industrial. E, disse ainda o autarca, “sabemos que está a afetar alguns trabalhadores central a carvão, de acordo com o caderno de encargos.”

Sobre este eventual adiamento para 2027 o autarca salientou que os processos de licenciamento dos parques fotovoltaicos, os parques solares, os parques eólicos, as questões do hidrogénio, porque há aqui uma componente do hidrogénio, são processos de licenciamento que demoraram algum tempo. “O governo, inclusivamente, deu mais algum tempo para a afirmação deste projeto. E queremos crer que agora, em 2027, verdadeiramente o projeto estará concluído, implementado.”

É preciso notar que o próprio ponto de injeção na rede vai ser novo, a uns metros do atual. Mas sendo um ponto novo teve também em curso o necessário processo de impacte ambiental. “Essa nova infraestrutura vai ficar capacitada com mecanismos mais contemporâneos, mais competentes, mais robustos, mais capazes de responder àquilo que é o nosso futuro coletivo, quer de Abrantes, quer da região, por forma a podermos ter aqui condições para, objetivamente, termos projetos que aumentem aqui a nossa economia”, destacou o presidente Manuel Jorge Valamatos.

Posto de Corte ou Ponto de Injeção na Rede do Pego (atual)

Já sobre o leilão anunciado para o último trimestre de 2025 e, depois, adiado para o primeiro de 2026 o presidente da Câmara de Abrantes não tem mais informação. Apenas a certeza do governo em avançar com um leilão semelhante ao que a Endesa venceu e tem em preparação.

“Aquilo que acreditamos que é muito importante, que esse processo possa acontecer a qualquer tempo, porque ele pressupõe, se tivermos para metade do ponto de injeção um investimento de 700 milhões de euros, seguramente teremos outro tanto investimento, ou mais, para o remanescente.”

Quando questionado sobre o desmantelamento da central a carvão, também já anunciado, Manuel Jorge Valamatos indicou que “libertando aquele espaço daquelas infraestruturas, ele fica disponível para novos investimentos, e isso é uma esperança que está muito presente em nós.”

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes

Sobre o futuro há uma certeza que é a manutenção do ramal ferroviário que o autarca deseja que tenha um papel importante naquilo que é a atividade industrial, económica, daquela zona industrial do Pego, acrescentando que esta é uma Zona Livre Tecnológica.

E sobre este assunto, falta a aprovação do Plano Diretor Municipal de Abrantes (PDM) pelo Conselho de Ministros para ser criada, no que diz respeito ao ordenamento do território, a Zona Industrial do Pego.

“As informações que temos é que o PDM chegará em breve ao Conselho de Ministros para ser aprovado.”

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