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Linha Beira Baixa: Gavião apresenta proposta à IP para levar comboios até Belver

5/03/2026 às 10:00

A linha Ferroviária da Beira Baixa continua com a circulação interrompida entre Abrantes e Castelo Branco.

A transportadora indica no seu sítio que a Linha da Beira Baixa “continua suspensa, realizando-se apenas comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.”

Esta situação decorre de um deslizamento de terras entre as estações de Belver e Barca da Amieira.

A Infraestruturas de Portugal justificou estes atrasos na reparação dos taludes devido à dificuldade de acesso ao local.

A IP indicou ainda que a resolução deste problema poderá demorar cerca de seis meses a resolver, pelo que, na melhor das hipóteses só voltará a haver circulação no final do verão. Ora esta situação causa transtorno às populações, tanto mais que segundo o canal de televisão SIC Notícias “a Infraestruturas de Portugal assegura que estão ainda a ser estudadas soluções com os operadores ferroviários, que poderão passar por transbordo de autocarro”, embora não adiante ainda a partir de quando e de onde.

Município de Gavião apresenta proposta para levar comboios até Belver

Face a esta situação, o Município de Gavião apresentou uma proposta à IP que passa por levar a circulação ferroviária até à estação de Belver.

De acordo com o Município Alentejano a Infraestruturas de Portugal (IP) confirmou a interrupção entre Belver e a Barca d’Amieira, com previsões de encerramento prolongado da circulação de comboios, que podem chegar a pelo menos seis meses.

O Município de Gavião apelou, por isso ao governo, “para a rápida reposição dos serviços ou, no mínimo, a implementação de alternativas viáveis porque entendemos que existem condições para minimizar os impactos através de soluções operacionais ajustadas à realidade do território.”

Assim o Município apresenta uma proposta concreta que permita a extensão provisória da circulação até à estação de Belver e apresenta fundamentos técnicos. Ou seja, a estação de Belver dispõe de duas linhas ferroviárias, permitindo a realização de manobras de inversão de marcha com segurança e operacionalidade. A solução permite ainda disponibilizar o serviço ferroviário a mais cinco estações (Alferrarede, Mouriscas A, Alvega/Ortiga, Barragem e Belver). Ainda de acordo com a mesma justificação a medida viria a corresponder às necessidades do concelho de Gavião e de concelhos vizinhos como Nisa e Mação.

Ainda de acordo com a proposta, a haver uma decisão neste sentido, esta reposição parcial do serviço “contribuiria para evitar o agravamento do isolamento do interior, reforçando a equidade territorial e a coesão social, numa região onde a mobilidade é um direito básico ainda por garantir plenamente e a manutenção dos serviços ferroviários desempenha um papel importante no combate às assimetrias regionais.”

E enumera mesmo os impactos positivos para a região que, nesta altura do ano, registam uma significativa procura turística, frisando os restaurantes que servem o tradicional arroz de lampreia, as visitas aos museus de Belver ou alguns programas organizados por universidades seniores.

Mas os governantes de Gavião vão mais longe e “sugerem” também “a criação de um serviço organizado de transbordo rodoviário a partir da estação de Belver, assegurado por autocarros articulados com os horários ferroviários.” Este serviço permitiria a ligação aos concelhos e estações temporariamente não servidos, a continuidade da viagem para os restantes pontos da Linha da Beira Baixa e a garantia de transporte público integrado enquanto durar a interrupção.

Desta forma a sustentação técnica acabou numa proposta de deliberação do presidente da Câmara de Gavião António Severino.

E a deliberação tem três pontos. Solicitar formalmente a extensão provisória da circulação ferroviária até à Estação de Belver. Defender a implementação de serviço de transbordo rodoviário articulado com os horários ferroviários. Requerer informação clara sobre os prazos de reposição integral da circulação.

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