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Gavião: Câmara estima em 2ME os prejuízos em estruturas municipais devido ao mau tempo

20/02/2026 às 10:33

O presidente da Câmara de Gavião, distrito de Portalegre, António Severino, revelou hoje que os prejuízos nas estruturas municipais provocados pelo mau tempo devem aproximar-se dos dois milhões de euros.

“É uma estimativa muito por alto, mas estamos a falar de 1,5 a dois milhões de euros de prejuízos na Praia Fluvial do Alamal, nos passadiços do Alamal, nos percursos, em muros e viadutos”, indicou o autarca, em declarações à agência Lusa.

António Severino acrescentou que, “nestas contas”, não estão contabilizados os prejuízos referentes aos privados. Estes, de acordo com um levantamento já efetuado, devem rondar “um valor à volta dos 300 a 400 mil euros”.

O presidente da Câmara do Gavião acrescentou ainda que uma ponte na Estrada Municipal 531 (EM531) cedeu, pelo que o trânsito está interdito nesta zona que dá acesso à aldeia de Vale da Madeira, que conta com 20 habitantes e está “isolada”.

O acesso a essa aldeia está a ser feito por “um caminho de terra batida”, estando também o município a “estudar a hipótese” de poder ser colocada uma ponte militar para ultrapassar o problema causado na ponte, a qual “cedeu bastante”.

“Estamos a estudar várias hipóteses [alternativas] até que não iniciem as obras relativamente àquela ponte”, acrescentou.

A Câmara de Gavião desativou, no domingo, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil.

Neste concelho alentejano, o mau tempo registado nos últimos tempos provocou a subida do caudal do Rio Tejo, provocando danos em várias infraestruturas municipais, principalmente na Praia Fluvial do Alamal.

 De acordo com o autarca, várias frações pertencentes aos passadiços do Alamal ficaram destruídas pela força das águas, que danificaram as infraestruturas da Praia do Alamal, nomeadamente a pousada, bar, areia, sinaléticas ou passeios.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

Lusa

Fotos: Câmara Municipal de Gavião

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